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Buscas por irmãos desaparecidos entram no 13º dia com reforço e novas áreas investigadas no Maranhão

As buscas pelos irmãos Ágatha Isabelly, de 6 anos, e Allan Michael, de 4, chegaram ao 13º dia nesta sexta-feira (16) com reforço nas operações e ampliação das áreas investigadas em Bacabal, no interior do Maranhão. As forças de segurança intensificaram os trabalhos após novas confirmações obtidas com o auxílio de cães farejadores, que validaram o relato do primo das crianças, Wanderson Kauã, de 8 anos.

De acordo com o secretário de Segurança Pública do Maranhão, Maurício Martins, quatro cães farejadores distintos identificaram vestígios claros da presença das três crianças em um imóvel abandonado conhecido na região como “casa caída”, localizado no povoado São Raimundo. Segundo ele, todos os animais chegaram às mesmas conclusões, o que reforça a credibilidade do depoimento do menino.

Wanderson Kauã relatou que esteve no local com os primos e que os três entraram na casa por caminhos diferentes. Os cães conseguiram identificar inclusive o trajeto percorrido por cada criança: o menino teria acessado o imóvel por um lado, enquanto Ágatha e Allan seguiram por outro. Kauã afirmou ainda que deixou os primos na casa e saiu em busca de ajuda.

O garoto foi encontrado no dia 7 de janeiro, caminhando sozinho por uma estrada em meio a uma área de matagal, no povoado Santa Rosa, três dias após o desaparecimento das crianças. Durante as buscas, equipes técnicas e grupos de apoio localizaram objetos reconhecidos pelo menino e indícios de deslocamento em direção a um rio próximo.

Diante dessas informações, as forças de segurança decidiram ampliar as buscas a partir desta sexta-feira, com ações em áreas de mata fechada, fazendas da região e operações subaquáticas no rio. As equipes do Corpo de Bombeiros, Polícia Civil e Polícia Militar atuam de forma integrada para esgotar todas as possibilidades.

Apesar das buscas intensas realizadas nos últimos dias, Ágatha Isabelly e Allan Michael ainda não foram localizados. Segundo o secretário Maurício Martins, o sistema de segurança permanecerá mobilizado no local até que as crianças sejam encontradas. Paralelamente, setores de inteligência da Polícia Civil continuam analisando denúncias e informações repassadas pela população.

As crianças desapareceram no dia 4 de janeiro, após saírem para brincar com o primo. Desde então, o caso mobiliza equipes especializadas, gera comoção na região e mantém familiares e moradores em constante expectativa por respostas.