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Polícia Civil prende três suspeitos na 2ª fase da Operação Cartão Fantasma em Teresina

A Polícia Civil do Piauí deflagrou, na manhã desta terça-feira (10), a segunda fase da Operação Cartão Fantasma, na zona Sul de Teresina. A ação investiga a atuação de uma organização criminosa suspeita de envolvimento em fraudes com cartões de crédito, associação criminosa, furto qualificado e lavagem de dinheiro. Ao todo, três pessoas foram presas.

A operação é conduzida pelo Departamento de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DRCC), com apoio da Diretoria de Inteligência da Polícia Civil (DIPC-PI) e do Laboratório de Tecnologia Contra Lavagem de Dinheiro (LAB-LD-PC/PI). Durante a ofensiva, foram cumpridos oito mandados judiciais, sendo cinco de busca e apreensão e três de prisão.

De acordo com as investigações, o grupo criminoso solicitava cartões de crédito em nome de terceiros, sem o conhecimento ou autorização das vítimas. Antes que os cartões chegassem às residências, eles eram interceptados e utilizados em transações comerciais simuladas, realizadas por meio de maquininhas de cartão controladas pela própria organização, com o objetivo de causar prejuízos financeiros e ocultar a origem ilícita dos valores.

Segundo o delegado Humberto Mácola, do DRCC, a segunda fase da operação teve como foco os responsáveis pelas maquininhas utilizadas nas fraudes.
“Na primeira fase, foram presas as pessoas que pegavam esses cartões antes de chegarem à casa das vítimas, e agora, nessa segunda fase, estamos realizando a prisão de pessoas donas das maquininhas de cartão”, explicou.

Ainda conforme o delegado, o grupo cooptava pessoas para interceptar os cartões de crédito antes da entrega oficial.
“Essa organização criminosa cooptava pessoas para conseguir os cartões de crédito antes de chegarem às residências das vítimas e passava os valores em maquininhas de cartão fraudulentas para lesar as pessoas”, destacou.

A Justiça também determinou o bloqueio e o sequestro de contas bancárias ligadas aos investigados, com valores que podem chegar a R$ 150 mil.

Como o grupo agia

O delegado Humberto Mácola explicou que o esquema envolvia o golpe conhecido como SIM Swap, que permite ao criminoso assumir o controle da linha telefônica da vítima.
“Eles conseguiam, através do SIM Swap [golpe do chip], capturar a linha telefônica da vítima e, com essa linha, solicitavam segundas vias de cartões e as senhas. Munidos desses cartões, realizavam compras em maquininhas aqui em Teresina. Tivemos situações de vítimas que ficaram, inclusive, sem acesso ao próprio telefone”, pontuou.

Alerta à população

A Polícia Civil reforçou o alerta à população sobre os riscos de fraudes no ambiente virtual, especialmente ao utilizar sites e aplicativos não regulamentados. A orientação é que os cidadãos consultem regularmente o Sistema Registrato, disponível na plataforma gov.br, para verificar a existência de contas bancárias, chaves Pix ou operações de crédito realizadas sem autorização.