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Justiça revoga prisão domiciliar e jornalista Arimatéia Azevedo é levado para a Cadeia Pública de Altos

O jornalista Arimatéia Azevedo, de 72 anos, foi encaminhado nesta segunda-feira (23) para a Cadeia Pública de Altos após decisão da Justiça que negou pedido de indulto e revogou a prisão domiciliar anteriormente concedida.

A informação foi confirmada pelo Departamento de Capturas e Mandados, da Polícia Civil do Piauí, responsável pelo cumprimento do mandado de prisão.

Arimatéia foi condenado a 17 anos e oito meses de reclusão, em regime fechado, pelos crimes de extorsão e estelionato. Em 2024, ele sofreu um Acidente Vascular Cerebral (AVC) e chegou a ser internado. Posteriormente, obteve o benefício da prisão domiciliar com uso de tornozeleira eletrônica.

A defesa sustentou que o jornalista é portador de diabetes tipo 2 e hipertensão arterial sistêmica, condições que exigiriam acompanhamento contínuo e especializado, considerado inadequado no ambiente prisional. À época, o pedido foi acolhido sob o argumento de risco à integridade física e possível agravamento do quadro clínico.

Entretanto, o juiz Marcus Klinger Vasconcelos, da Vara de Execuções Penais, indeferiu os pedidos de indulto humanitário, por idade e por tempo de pena cumprida. Segundo o magistrado, os laudos médicos apresentados não comprovaram os requisitos necessários para concessão do benefício.

Na decisão, o juiz também revogou a prisão domiciliar, afirmando não haver comprovação de doença grave que justificasse a medida excepcional. O entendimento se baseou em conclusões do laudo do Instituto Médico Legal (IML) e em relatório de saúde que, de acordo com o juízo, contradizem as alegações da defesa quanto à gravidade das comorbidades.

A eventual progressão para o regime semiaberto deverá ser analisada posteriormente, após a juntada de certidão de não impedimento e o retorno do apenado ao sistema prisional.

O magistrado determinou ainda que a Diretoria de Unidade de Administração Penitenciária da Secretaria de Justiça do Piauí adote as providências necessárias para garantir vaga na unidade e assegurar, dentro das possibilidades do sistema, a continuidade do tratamento medicamentoso e acompanhamento pela equipe de saúde prisional.