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Primeiro caso de raiva humana em 2026 é confirmado após morte de jovem

A confirmação de um caso de raiva humana voltou a acender o alerta das autoridades de saúde no Piauí. Um adolescente de 17 anos, residente na zona rural de Oeiras, morreu vítima da doença, considerada quase 100% letal quando não tratada a tempo. Este é o primeiro registro do ano de 2026 no estado.

De acordo com a Secretaria de Estado da Saúde (Sesapi), o jovem apresentou sintomas como desorientação, vômitos e febre após ter sido mordido por um sagui cerca de 40 dias antes do início do quadro clínico. O diagnóstico foi confirmado após exames realizados no Instituto Pasteur, no Rio de Janeiro.

Inicialmente atendido na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Oeiras em estado grave, o paciente foi transferido para o Instituto de Doenças Tropicais Natan Portella, em Teresina, onde faleceu no dia 17 de abril.

Diante da confirmação do caso, a Secretaria Municipal de Saúde de Oeiras intensificou as ações de vigilância e controle. Entre as medidas adotadas estão a capacitação de equipes em parceria com o Centro de Inteligência em Agravos Tropicais (CIATEN), além da realização de busca ativa e monitoramento em comunidades rurais.

Também foram reforçadas campanhas educativas para alertar a população sobre os riscos do contato com animais silvestres, como saguis e morcegos, e a importância da vacinação de cães e gatos.

Em nota, a Sesapi destacou que todas as medidas necessárias de vigilância já foram adotadas e reforçou as orientações do Ministério da Saúde em casos de acidentes com animais. Entre elas estão lavar imediatamente o ferimento com água corrente e sabão, procurar atendimento médico o mais rápido possível, não tentar capturar o animal agressor e manter a vacinação dos animais domésticos em dia.

A raiva é uma doença viral grave que afeta o sistema nervoso central, causando inflamação no cérebro. A transmissão ocorre principalmente por meio da saliva de animais infectados, através de mordidas, arranhaduras ou lambeduras. O período de incubação pode variar, mas em humanos costuma ser, em média, de 45 dias.

Os primeiros sintomas são inespecíficos e incluem mal-estar, febre, dor de cabeça, irritabilidade e náuseas. Com a evolução da doença, o quadro pode se agravar rapidamente, levando à morte.

Por conta da alta letalidade, autoridades reforçam que a prevenção é essencial. A vacinação de animais, o atendimento imediato após exposição e a conscientização da população são as principais formas de evitar novos casos.