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Preso por golpe na venda de veículos recebe mais três mandados de prisão preventiva em Teresina

A Polícia Civil do Piauí, por meio da 1ª Delegacia Seccional de Teresina, cumpriu nesta segunda-feira (1º) mais três mandados de prisão preventiva contra um homem de iniciais D.A.R.S., investigado por diversos crimes de estelionato relacionados à venda de veículos na capital.

O suspeito, proprietário de uma loja de automóveis localizada na Avenida Barão de Gurgueia, zona Sul de Teresina, já se encontra preso na Penitenciária de Altos, onde os novos mandados foram cumpridos.

De acordo com o delegado Sérgio Alencar, o investigado adotava um esquema recorrente para aplicar golpes em clientes da empresa.

“Seu modus operandi consistia em vender veículos dos clientes a terceiros e não repassar os valores das vendas aos proprietários”, explicou o delegado.

Ainda segundo a autoridade policial, diversos boletins de ocorrência e inquéritos foram instaurados relatando a mesma prática criminosa.

Investigação aponta prejuízo milionário

O empresário foi preso preventivamente no último dia 15 de maio durante uma operação da Secretaria de Segurança Pública do Piauí (SSP-PI), por meio da Polícia Civil. Ele é investigado pelos crimes de apropriação indébita, estelionato e associação criminosa em um esquema envolvendo a venda irregular de veículos.

Na ocasião, também foram cumpridos mandados de busca e apreensão no escritório e na residência do investigado. As diligências tiveram como objetivo localizar documentos, registros financeiros e identificar compradores dos veículos negociados no suposto esquema.

As investigações, conduzidas pelo Departamento de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco), apontam que o suspeito alugava veículos junto a locadoras mediante contratos regulares e, após interromper os pagamentos, revendia os automóveis para terceiros, mesmo sem possuir a propriedade legal dos bens.

Cerca de 83 veículos foram negociados irregularmente

Segundo a Polícia Civil, o esquema teria envolvido aproximadamente 83 veículos, a maioria zero quilômetro, causando um prejuízo estimado em cerca de R$ 8 milhões.

As equipes policiais seguem trabalhando para localizar os veículos ainda não recuperados e identificar possíveis participantes da organização criminosa.

Além das prisões e buscas, a Justiça determinou o bloqueio de contas bancárias e o sequestro de bens ligados ao investigado e à empresa administrada por ele. A medida busca garantir o ressarcimento das vítimas e impedir a ocultação de patrimônio durante o andamento das investigações.