Bebê de 5 meses morre em Teresina e polícia investiga suspeita de maus-tratos

A morte de um bebê de apenas 5 meses mobilizou equipes de segurança na manhã desta segunda-feira (29), no bairro Portal da Alegria, zona Sul de Teresina. O caso passou a ser investigado após profissionais do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) identificarem possíveis sinais de maus-tratos no corpo da criança durante o atendimento.
De acordo com o sargento Júlio César, da Polícia Militar, a corporação foi acionada depois que a equipe do SAMU constatou que o bebê já estava sem vida ao chegar ao local e informou a suspeita de violência.
“Quando recebemos informações de que uma criança havia vindo a óbito, o SAMU já estava no local prestando atendimento. Ao verificar que ela já estava sem vida, a equipe solicitou apoio das forças de segurança porque havia sinais que levantavam suspeita de maus-tratos”, explicou o policial.
Ao chegar à residência, os policiais encontraram equipes da Guarda Civil Municipal, que também haviam sido acionadas. A área foi isolada para preservar a cena até a chegada da perícia criminal, do Instituto de Medicina Legal (IML) e do Conselho Tutelar.
O sargento ressaltou que, neste momento, ainda não é possível afirmar que a criança tenha sido vítima de maus-tratos.
“Estamos aguardando a perícia técnica, o IML e o Conselho Tutelar. A única informação concreta é que uma criança veio a óbito. Não podemos afirmar que houve maus-tratos. Isso será esclarecido pelos exames periciais”, afirmou.
Após a conclusão dos trabalhos periciais, os pais da criança deverão ser encaminhados à Central de Flagrantes para prestar esclarecimentos. No entanto, segundo a Polícia Militar, ainda não há elementos que permitam atribuir responsabilidade a qualquer pessoa pela morte do bebê.
Durante a ocorrência, o sargento também negou rumores sobre um suposto envolvimento dos pais com drogas.
“A polícia não tem nenhuma informação sobre isso. Não vamos atacar os pais da criança, que estão vivendo uma situação de luto. Conversamos com vizinhos e também não existe qualquer informação sobre envolvimento com entorpecentes”, destacou.
Questionado sobre a versão apresentada pelos pais, o policial informou que eles ainda não conseguiram prestar depoimento devido ao forte abalo emocional.
“Até agora eles não relataram nada. Estão em estado de choque e permanecem em silêncio”, disse.
Ainda segundo a Polícia Militar, a mãe da criança precisou ser medicada pela equipe do SAMU por conta do estado de nervosismo.
A causa da morte será determinada após os exames realizados pelo Instituto de Medicina Legal. A investigação ficará a cargo da Polícia Civil, que aguardará os laudos periciais para esclarecer as circunstâncias da morte e verificar se houve a prática de algum crime.
