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PF aponta que esposa de senador recebeu R$ 11 milhões em investigação sobre fraudes no INSS

A Polícia Federal deflagrou, nesta terça-feira (4), uma nova fase da Operação Sem Desconto, que investiga um suposto esquema de fraudes em descontos associativos sobre benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). A ação foi autorizada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), e teve como um dos principais alvos pessoas ligadas ao senador Weverton Rocha (PDT-MA).

Na decisão que autorizou a operação, o ministro cita informações da Polícia Federal segundo as quais a esposa do senador, Samya Lorene, teria recebido mais de R$ 11 milhões de empresas relacionadas ao advogado Willer Tomaz, apontado pelos investigadores como um dos principais operadores de um suposto esquema de lavagem de dinheiro.

De acordo com a PF, a conta bancária pessoal de Samya teria sido utilizada para o recebimento de elevados valores. Em um dos diálogos citados na investigação, após o senador Weverton Rocha cobrar um repasse de R$ 500 mil, a investigada Fayla Zulmira Menezes informa que “o valor já se encontra na conta da Dra. Samya”.

Nesta nova fase da operação, a Polícia Federal cumpriu 18 mandados de busca e apreensão autorizados pelo STF contra Willer Tomaz, familiares e pessoas ligadas ao parlamentar. Entre os alvos está Anna Catarina Viana Rocha, filha do casal, apontada pela investigação como responsável pela gestão operacional e financeira de postos de combustíveis ligados ao núcleo familiar.

Durante o cumprimento dos mandados, os agentes apreenderam dinheiro em espécie e uma máquina de contar cédulas, materiais que serão analisados no decorrer das investigações.

A Operação Sem Desconto apura suspeitas de lavagem de dinheiro relacionadas a um esquema de fraudes em descontos associativos aplicados sobre benefícios previdenciários do INSS. Segundo a Polícia Federal, as investigações seguem em andamento para identificar a participação de outros envolvidos e esclarecer a movimentação dos recursos.

Até o momento, não houve manifestação pública da defesa dos investigados sobre as acusações. O espaço permanece aberto para eventuais esclarecimentos.