Bolsa Família terá reajuste e benefício mínimo sobe para R$ 691 a partir de outubro

As famílias inscritas no Bolsa Família terão novos valores de benefício a partir da folha de pagamento de outubro. O governo federal anunciou nesta quinta-feira (17) um reajuste de aproximadamente 15%, elevando o valor mínimo de R$ 600 para R$ 691. O pagamento médio também será ampliado, passando de R$ 675 para R$ 777.
A mudança foi anunciada durante uma reunião ministerial no Palácio do Planalto e será formalizada por decreto. Segundo o ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, a correção considera a variação acumulada do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) até agosto.
De acordo com o governo, o reajuste representa uma reposição inflacionária para preservar o poder de compra das famílias beneficiárias.
Veja os novos valores
Com a atualização, os benefícios do programa passam a ter os seguintes valores:
- Benefício de Renda de Cidadania: R$ 164 por integrante;
- Benefício Complementar: até R$ 691 para famílias cuja renda total não alcance esse valor;
- Benefício Primeira Infância: R$ 173 por criança de até sete anos incompletos;
- Benefício Variável Familiar: R$ 58 por integrante que se enquadre nas situações previstas no regulamento.
Impacto nas contas públicas
Segundo Bruno Moretti, o reajuste terá impacto estimado em R$ 5,8 bilhões entre outubro e dezembro de 2026. Para 2027, a projeção é de aproximadamente R$ 22 bilhões.
O ministro afirmou que o governo identificou espaço fiscal para implementar a correção sem ampliar o limite global de despesas. Os detalhes das projeções deverão constar no relatório bimestral de avaliação de receitas e despesas previsto para 24 de setembro.
Moretti também informou que parte dos recursos para bancar o reajuste deverá vir da revisão das despesas previdenciárias. Segundo ele, o governo havia projetado gastos maiores com o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), mas a redução da fila de requerimentos permitiu uma revisão das estimativas.
“Boa parte do remanejamento será feito da despesa previdenciária para a despesa do Bolsa Família”, afirmou o ministro.
Sem previsão de bloqueio de outras despesas
O governo afirma que o reajuste não exigirá bloqueio adicional de outras despesas do Orçamento. De acordo com Moretti, a revisão das projeções para os gastos previdenciários abriu espaço fiscal suficiente para absorver o custo da medida.
O impacto previsto para 2027 deverá ser incorporado à Lei Orçamentária Anual (LOA), que já foi encaminhada pelo governo ao Congresso Nacional.
Os pagamentos do Bolsa Família referentes a setembro começaram nesta quinta-feira (17) e ainda seguem os valores atuais. O novo valor será aplicado a partir da folha de outubro.
