Justiça do Ceará determina soltura de namorado de Isabelle Caracristi

A Justiça do Ceará determinou a soltura de João Munhoz Neto, namorado de Isabelle Caracristi, que estava preso desde o dia 22 de setembro. Ele é investigado por suspeita de violência psicológica contra a jovem e de indução ao suicídio.
A decisão atende a um pedido apresentado pelo Ministério Público do Ceará nesta quarta-feira (30). Isabelle foi encontrada morta no pátio do condomínio onde morava com João Munhoz, em Fortaleza.
Investigação sobre a morte
Isabelle morreu na noite de 13 de setembro, no bairro Aldeota, área nobre de Fortaleza. No dia seguinte à morte, o apartamento onde ela morava com o namorado foi limpo e colocado à venda.
Segundo o delegado-geral da Polícia Civil do Ceará, Márcio Gutiérrez, João Munhoz também teria proibido a entrada de familiares de Isabelle no edifício e, inicialmente, não estaria colaborando com as investigações.
A Polícia Civil continua analisando celulares, dispositivos eletrônicos e imagens de câmeras de segurança. Outras diligências também estão sendo realizadas para esclarecer as circunstâncias da morte da universitária e estabelecer a cronologia dos acontecimentos que antecederam o caso.
Testemunhas prestaram depoimento
Entre as pessoas ouvidas pela Polícia Civil estão uma diarista, a síndica do condomínio onde Isabelle e João moravam e a ex-mulher de João Munhoz Neto. Os depoimentos foram realizados no último fim de semana.
A ex-mulher de João prestou depoimento no sábado (26). Legalmente, os dois ainda são casados. A defesa de João Munhoz, porém, afirma que eles estavam em processo de separação quando ele conheceu Isabelle.
Imagens de câmeras de segurança também mostram João Munhoz acompanhado da ex-mulher na noite da morte de Isabelle. Segundo as informações divulgadas sobre a investigação, os dois estiveram juntos no período em que João participou de uma missa. Posteriormente, ele aparece retornando sozinho ao prédio onde Isabelle foi encontrada morta.
A Polícia Civil mantém as diligências para esclarecer a dinâmica dos fatos e as circunstâncias que antecederam a morte da universitária.
