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Piauí tem dez empregadores na lista suja do trabalho escravo; registros envolvem 101 trabalhadores

O Piauí passou a contar com dez empregadores inscritos na chamada “Lista Suja” do trabalho escravo, cadastro mantido pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). A atualização foi divulgada nesta terça-feira (6) e acrescentou quatro novos registros relacionados ao estado.

Segundo o levantamento, os dez empregadores piauienses estão relacionados a casos que envolveram 101 trabalhadores submetidos a condições análogas à escravidão. Entre as atividades econômicas citadas estão pedreiras, propriedades rurais e empresas ligadas à construção civil.

Os registros estão distribuídos pelos municípios de Batalha, Currais, Monte Alegre do Piauí, Caldeirão Grande, Francinópolis, Uruçuí, Piripiri, Altos, Cajueiro da Praia e Palmeira do Piauí.

Brasil teve 82 novas inclusões

Em todo o país, a atualização do cadastro incluiu 82 novos empregadores, identificados pela Inspeção do Trabalho em fiscalizações realizadas entre 2024 e 2026. O número representa uma redução de aproximadamente 51,48% em relação à atualização anterior.

Os novos registros estão distribuídos por 21 estados. Minas Gerais teve 19 inclusões, seguido pela Bahia, com oito. Amazonas e Maranhão tiveram seis novos registros cada. Já Piauí, Mato Grosso do Sul, São Paulo e Rio Grande do Sul registraram quatro novas inclusões.

MPT alerta para denúncias

Para o procurador do Trabalho Edno Moura, coordenador regional da Coordenadoria Nacional de Erradicação do Trabalho Escravo e Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas (Conaete) do Ministério Público do Trabalho no Piauí (MPT-PI), os dados demonstram a necessidade de manter as ações de fiscalização e combate às violações trabalhistas.

Segundo ele, a presença de dez empregadores piauienses no cadastro, envolvendo mais de uma centena de trabalhadores, mostra que situações de exploração ainda podem ocorrer em diferentes setores da economia.

O procurador também destacou a importância da participação da sociedade na identificação e denúncia de possíveis casos de trabalho em condições análogas à escravidão.

Denúncias podem ser encaminhadas ao MPT de forma sigilosa. No Piauí, os relatos podem ser feitos pelo WhatsApp (86) 99544-7488, presencialmente nas unidades do órgão em Teresina, Picos e Bom Jesus, ou pelos canais oficiais do MPT-PI.