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Terceiro adolescente é apreendido por suspeita de participação em morte de menino esquartejado em Teresina

Mais um adolescente foi apreendido nesta terça-feira (20) suspeito de envolvimento no assassinato de Hidhino Davy Gomes Lima, de 11 anos, encontrado esquartejado no último sábado (17), no bairro Samapi, zona Leste de Teresina. Com a nova apreensão, três menores são investigados por participação no crime.

O terceiro adolescente, de 17 anos, conhecido como “Chapa”, foi localizado durante o avanço das investigações na mesma região onde o corpo da vítima foi encontrado. Segundo a polícia, ele é considerado de alta periculosidade. Durante o interrogatório, porém, negou participação no homicídio.

Em entrevista à reportagem, o delegado Genival Vilela, do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), explicou que o adolescente confirmou conhecer os outros menores apreendidos, mas negou envolvimento na morte de Hidhino.

“Confessou em parte lá que conhecia os menores, mas negou a participação na morte. A investigação não está concluída, mais diligências serão feitas”, afirmou o delegado.

Dois adolescentes já haviam sido apreendidos

Os outros dois adolescentes foram apreendidos após procurarem a Central de Flagrantes na sexta-feira (16), alegando que estavam sendo ameaçados e temendo ser mortos.

Na ocasião, eles confessaram participação em outro homicídio, que teve como vítima Joel Araújo Lustosa, assassinado a pauladas na madrugada de 12 de setembro deste ano, também no bairro Samapi.

De acordo com a polícia, a morte de Joel teria motivado as ameaças contra os adolescentes. Após o corpo de Hidhino ser encontrado, no sábado (17), os dois foram novamente interrogados e confessaram envolvimento no assassinato do menino.

Eles também relataram que Hidhino teria participado da morte de Joel.

Polícia investiga possíveis motivações

Segundo o delegado responsável pelo caso, um dos adolescentes apreendidos apresentou duas possíveis motivações para o assassinato.

A primeira seria a suspeita de que a vítima era considerada um “cruzeta”, termo usado, conforme a explicação do delegado, para se referir a alguém que entrega outras pessoas ou inventa acusações contra companheiros.

A segunda motivação apontada seria um suposto furto de pertences de uma tia de um dos adolescentes.

As informações fazem parte dos relatos colhidos durante a investigação e ainda são apuradas pela polícia.

Investigação continua

Apesar das três apreensões, o DHPP não descarta a participação de outras pessoas no crime. Segundo Genival Vilela, novas diligências serão realizadas para esclarecer as circunstâncias do assassinato e identificar todos os possíveis envolvidos.

“Pelo menos, por enquanto, aponta somente três menores envolvidos nessa morte. Então, estamos trabalhando com isso. É claro que, como ela não encerrou, não descartamos o envolvimento de mais alguma pessoa”, declarou o delegado.

O caso segue sob investigação.