Caso de égua morta após parto malsucedido provoca indignação e investigação em Miguel Alves

Um vídeo que circulou nas redes sociais nesta terça-feira (6) gerou forte repercussão e indignação ao mostrar uma égua sendo arrastada por um caminhão-pipa no município de Miguel Alves, no Norte do Piauí. As imagens, registradas por populares, mostram pessoas revoltadas com a cena, acreditando que o animal ainda estivesse vivo no momento em que era removido.
No entanto, segundo informações preliminares de um laudo veterinário, a égua já estava morta. O animal teria ficado preso em um curral pertencente ao município e veio a óbito em decorrência de um parto malsucedido, ocorrido no dia 4 de janeiro de 2026. Após a constatação da morte, a Prefeitura teria cedido o caminhão-pipa para realizar a remoção do corpo.
Diante da repercussão do caso, a Secretaria Municipal de Agricultura de Miguel Alves divulgou uma nota oficial informando que irá adotar todas as medidas administrativas cabíveis em relação aos servidores envolvidos no manejo do corpo do animal. A pasta lamentou o episódio e reconheceu que houve descumprimento das normas de bem-estar animal.
No comunicado, a Secretaria ressaltou que a conduta adotada pelos servidores não foi autorizada pelo secretário municipal de Agricultura e contraria frontalmente os princípios de respeito à vida animal e ao dever funcional que regem a atuação da administração pública.
“A referida conduta não reflete, não representa e não foi determinada por esta Secretaria, tampouco integra os procedimentos oficialmente adotados pela Administração Municipal para manejo, guarda e destinação de animais, tendo sido realizada à revelia da autoridade competente”, destacou a nota.
Ainda segundo o órgão, diante da gravidade do ocorrido, serão instaurados procedimentos administrativos para apurar responsabilidades, conforme prevê a legislação vigente. A Secretaria reforçou que a Administração Pública não compactua com práticas impróprias, irregulares ou desrespeitosas, especialmente aquelas que violem as normas de bem-estar animal.
Por fim, a gestão municipal reafirmou o compromisso com a transparência, a responsabilidade administrativa e o aperfeiçoamento dos protocolos internos, com o objetivo de evitar que situações semelhantes voltem a ocorrer.
