Confissão chocante: jovem diz que matou idoso e comeu a língua após espancamento

O que começou como uma reunião regada a álcool terminou em um crime de extrema violência na zona Sul de Teresina. Ivan Novack, de 27 anos, preso suspeito de matar o idoso José Pereira da Silva, de 82 anos, confessou o assassinato à Polícia Civil. O crime ocorreu na madrugada da última segunda-feira (9), no bairro Teresina Sul.
De acordo com as investigações, a vítima foi morta com golpes na cabeça, teve o rosto desfigurado e sofreu mutilação. Em depoimento, o suspeito afirmou ter arrancado a língua do idoso com um pedaço de vidro e mastigado.
Segundo a polícia, José Pereira passou parte da tarde ingerindo bebida alcoólica em frente à própria residência, na companhia de outro idoso e do suspeito. Por volta de 1h30 da madrugada, um vizinho ouviu gritos e sons de briga vindos da casa. Ao verificar a situação, encontrou o idoso já sem vida.
O delegado Danúbio Dias, do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), afirmou que Ivan confessou o crime, mas apresentou uma versão considerada inconsistente.
“Ele confessou o crime e relatou detalhes. No entanto, afirmou que estava na BR-316 quando foi abordado pela vítima, que teria anunciado um assalto com um pedaço de vidro. Segundo ele, reagiu, o idoso correu por cerca de 500 metros e foi alcançado em um beco, onde ele passou a desferir socos, cotoveladas e pisões na cabeça. O que mais nos causou surpresa foi ele ter afirmado que arrancou a língua da vítima com o vidro e que tentou comer, dizendo que mastigou, mas não engoliu”, relatou o delegado.
Ainda conforme Danúbio Dias, a narrativa não é compatível com os elementos apurados.
“Essa versão não faz sentido. Trata-se de um idoso de 82 anos que estava bebendo desde cedo. Percorrer 500 metros fugindo de um jovem de 27 anos não é realista. Essa versão será descartada, pois não é compatível com os fatos apurados até o momento”, afirmou.
Histórico de violência
O delegado revelou que Ivan já havia sido preso anteriormente, em 27 de junho do ano passado, por tentar matar o padrasto e a própria mãe. Na ocasião, segundo a polícia, ele também tentou agredir socorristas do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).
“Ele foi preso em flagrante, levado para audiência de custódia e colocado em liberdade. A defesa apresentou um atestado de deficiência mental de fevereiro de 2021, mas não alegou instabilidade mental naquele momento, e sim ausência de requisitos para a prisão. É importante divulgar esse histórico para que ele não volte a ser solto, considerando que se trata de um indivíduo extremamente violento, que praticou o crime com extrema crueldade e que, se posto em liberdade, pode voltar a cometer crimes violentos”, declarou o delegado.
O caso segue sob investigação do DHPP, que aguarda a conclusão de laudos periciais para finalizar o inquérito.
