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Defensoria Pública pede exame de sanidade mental para acusado de envenenar oito pessoas em ParnaíbaA Defensoria Pública do Estado do Piauí protocolou, nesta semana, um pedido de exame de insanidade mental para Francisco de Assis Pereira da Costa, de 53 anos. Ele e a companheira, Maria dos Aflitos Silva, são acusados de envenenar e matar sete pessoas de uma mesma família e uma vizinha no município de Parnaíba, litoral do Piauí. O requerimento foi feito pelo defensor público Antônio Caetano, da 8ª Defensoria, com base no Código de Processo Penal. O instrumento jurídico conhecido como “Incidente de Insanidade” tem por objetivo apurar, por meio de perícia médica, se o réu possuía plena capacidade de entender o caráter criminoso de seus atos no momento da infração penal. “O Código Penal veda que pessoas sem capacidade mental de compreender que cometeram um crime sejam punidas. Nesses casos, a lei prevê medidas de segurança, como internação ou tratamento ambulatorial. O incidente corre em processo separado, mas, após o laudo, os autos são reunidos”, explicou o defensor. Caso seja confirmada a insanidade mental, Francisco poderá ser transferido, mesmo que já esteja preso, para um manicômio judiciário ou unidade equivalente, onde cumprirá medida de segurança conforme a legislação penal brasileira. Crimes chocaram o estado Segundo a Polícia Civil do Piauí, o casal é responsável por uma série de mortes por envenenamento que vitimou sete pessoas de uma mesma família, além de uma vizinha, entre agosto de 2024 e janeiro de 2025. Os crimes foram cometidos com o uso de terbufós, um pesticida de alto grau de toxicidade. Em 6 de março de 2025, Maria e Francisco foram indiciados por 23 crimes, incluindo homicídios qualificados, tentativas de homicídio e falsidade ideológica. Maria dos Aflitos foi presa em 31 de janeiro e confessou o assassinato da vizinha Maria Jocilene da Silva, alegando que agiu para tentar libertar Francisco, que já se encontrava preso. A própria Maria revelou que os primeiros crimes teriam sido cometidos por Francisco, que não aceitava os filhos e netos dela. A sequência das mortes Agosto de 2024: Os irmãos João Miguel, de 7 anos, e Ulisses Gabriel, de 8, morreram após tomar suco contaminado. À época, uma vizinha chegou a ser acusada injustamente e presa, sendo libertada meses depois. 1º de janeiro de 2025: Cinco membros da família ingeriram arroz envenenado durante uma confraternização. Todos faleceram dias depois. As vítimas foram dois filhos e três netos de Maria dos Aflitos. 27 de janeiro de 2025: A vizinha Maria Jocilene da Silva morreu após consumir café envenenado na casa de Maria. Cronologia das mortes da família envenenada: 1º/01: Manoel Leandro Silva, 18 anos – morreu na ambulância. 2/01: Igno Davi Silva, 1 ano e 8 meses – morreu no hospital em Parnaíba. 6/01: Maria Lauane da Silva, 3 anos – morreu no HUT, em Teresina. 10/01: Francisca Maria Silva, mãe de três das crianças e irmã de Manoel – morreu após dias de internação. 21/01: Maria Gabriela Silva, 4 anos – última a falecer, no HUT. As investigações revelaram que Francisca Maria já havia perdido outros dois filhos, João Miguel e Ulisses, em 2024, também por envenenamento — o que somou oito vítimas fatais. O caso teve grande repercussão nacional e segue em tramitação judicial.

A Defensoria Pública do Estado do Piauí protocolou, nesta semana, um pedido de exame de insanidade mental para Francisco de Assis Pereira da Costa, de 53 anos. Ele e a companheira, Maria dos Aflitos Silva, são acusados de envenenar e matar sete pessoas de uma mesma família e uma vizinha no município de Parnaíba, litoral do Piauí.

O requerimento foi feito pelo defensor público Antônio Caetano, da 8ª Defensoria, com base no Código de Processo Penal. O instrumento jurídico conhecido como “Incidente de Insanidade” tem por objetivo apurar, por meio de perícia médica, se o réu possuía plena capacidade de entender o caráter criminoso de seus atos no momento da infração penal.

“O Código Penal veda que pessoas sem capacidade mental de compreender que cometeram um crime sejam punidas. Nesses casos, a lei prevê medidas de segurança, como internação ou tratamento ambulatorial. O incidente corre em processo separado, mas, após o laudo, os autos são reunidos”, explicou o defensor.

Caso seja confirmada a insanidade mental, Francisco poderá ser transferido, mesmo que já esteja preso, para um manicômio judiciário ou unidade equivalente, onde cumprirá medida de segurança conforme a legislação penal brasileira.

Crimes chocaram o estado

Segundo a Polícia Civil do Piauí, o casal é responsável por uma série de mortes por envenenamento que vitimou sete pessoas de uma mesma família, além de uma vizinha, entre agosto de 2024 e janeiro de 2025. Os crimes foram cometidos com o uso de terbufós, um pesticida de alto grau de toxicidade.

Em 6 de março de 2025, Maria e Francisco foram indiciados por 23 crimes, incluindo homicídios qualificados, tentativas de homicídio e falsidade ideológica. Maria dos Aflitos foi presa em 31 de janeiro e confessou o assassinato da vizinha Maria Jocilene da Silva, alegando que agiu para tentar libertar Francisco, que já se encontrava preso.

A própria Maria revelou que os primeiros crimes teriam sido cometidos por Francisco, que não aceitava os filhos e netos dela.

A sequência das mortes

  • Agosto de 2024: Os irmãos João Miguel, de 7 anos, e Ulisses Gabriel, de 8, morreram após tomar suco contaminado. À época, uma vizinha chegou a ser acusada injustamente e presa, sendo libertada meses depois.

  • 1º de janeiro de 2025: Cinco membros da família ingeriram arroz envenenado durante uma confraternização. Todos faleceram dias depois. As vítimas foram dois filhos e três netos de Maria dos Aflitos.

  • 27 de janeiro de 2025: A vizinha Maria Jocilene da Silva morreu após consumir café envenenado na casa de Maria.

Cronologia das mortes da família envenenada:

  • 1º/01: Manoel Leandro Silva, 18 anos – morreu na ambulância.

  • 2/01: Igno Davi Silva, 1 ano e 8 meses – morreu no hospital em Parnaíba.

  • 6/01: Maria Lauane da Silva, 3 anos – morreu no HUT, em Teresina.

  • 10/01: Francisca Maria Silva, mãe de três das crianças e irmã de Manoel – morreu após dias de internação.

  • 21/01: Maria Gabriela Silva, 4 anos – última a falecer, no HUT.

As investigações revelaram que Francisca Maria já havia perdido outros dois filhos, João Miguel e Ulisses, em 2024, também por envenenamento — o que somou oito vítimas fatais. O caso teve grande repercussão nacional e segue em tramitação judicial.