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Médico é acusado de estuprar filhos gêmeos de 7 anos em Teresina; caso está sob investigação

Um médico identificado pelas iniciais J.G.C.F. está sendo investigado por suspeita de estuprar os próprios filhos gêmeos, de apenas 7 anos de idade. A denúncia foi registrada no dia 1º de novembro de 2024, na Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA), em Teresina. O caso segue sob investigação.

De acordo com o boletim de ocorrência, os abusos teriam ocorrido dentro do apartamento onde a família residia, em um condomínio na zona Sul da capital piauiense. As vítimas, um menino e uma menina, começaram a relatar os episódios durante sessões com psicólogas, após o pai abandonar o lar familiar.

As crianças, diagnosticadas com autismo e TDAH, foram ouvidas em depoimento especial e confirmaram os abusos. Segundo a mãe, os relatos surgiram apenas após o rompimento com o médico, em setembro de 2024. “Quando eu e os meninos chegamos em casa, ele já tinha levado tudo dele. Só depois disso, nas sessões com as psicólogas, os meninos começaram a contar o que passavam”, disse.

Além da acusação de abuso sexual, o médico já responde por outras denúncias feitas pela ex-companheira. De acordo com a delegada Valéria Cristina, ele foi indiciado por violência doméstica, injúria, violência psicológica e estelionato. A mulher afirma que chegou a ser trancada em casa com os filhos. “Fez um verdadeiro terrorismo. Tirou tudo meu e das crianças e nos trancava dentro de casa”, relatou.

A mãe denuncia também que o acusado suspendeu, por conta própria, os medicamentos das crianças e impedia que elas tivessem contato com outras pessoas. Para ela, isso fazia parte de uma tentativa de silenciar os abusos. Segundo a mãe, há vídeos que confirmam os relatos dos filhos.

Mesmo sendo médico e com plenas condições financeiras, o homem deixou de pagar a escola dos filhos — o que resultou em uma dívida superior a R$ 80 mil — e cortou o plano de saúde. Desde janeiro de 2025, as crianças estão fora da escola. A advogada Raquel Dantas, que representa a mãe, apresentou os documentos que comprovam a situação.

A mulher afirma ainda que o ex-companheiro utiliza manobras judiciais para se esquivar de suas responsabilidades. “O agressor é médico, tem plenas condições de manter o padrão de vida que as crianças sempre tiveram. Mas como represália, usa de artimanhas e fraude processual para dizer que não tem nada e se passar por coitadinho. Quer tirar todos os direitos dos filhos e meus”, denunciou.

Um pedido de providências foi protocolado na Justiça, solicitando o retorno das crianças à escola e o acesso a atendimento médico. Até o momento, a única medida concedida foi a protetiva, que abrange mãe e filhos.