Mesmo preso, Bolsonaro define Flávio como herdeiro político para disputa presidencial
O ex-presidente Jair Bolsonaro definiu que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) será seu candidato à Presidência da República nas eleições de 2026. A decisão foi comunicada a interlocutores próximos nesta semana e marca a primeira manifestação explícita do ex-mandatário sobre sua preferência na sucessão presidencial.
Mesmo preso na carceragem da Polícia Federal, em Brasília, Bolsonaro avalia que o filho primogênito deve ganhar musculatura política ao assumir desde já a postura de pré-candidato e intensificar viagens, encontros e agendas públicas pelo país.
Cálculo político e construção de alianças
Segundo aliados, Bolsonaro acredita que Flávio é capaz de unificar o PL e manter coeso o campo bolsonarista. Além disso, o senador contaria com palanques robustos em estados estratégicos, como:
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São Paulo, com o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos);
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Rio de Janeiro, com o governador Cláudio Castro (PL).
A expectativa é que Flávio aumente a presença em eventos nacionais, torne-se protagonista nos embates com o presidente Lula (PT) e tente consolidar uma imagem mais moderada — algo visto dentro da própria família como fator de aproximação com setores econômicos e políticos.
Flávio é considerado por aliados como o Bolsonaro “de perfil mais conciliador”, o que facilitaria negociações para ampliar o arco de alianças em busca de competitividade eleitoral.
Formação da chapa: quem deve ser o vice
🔹 Pelo lado de Flávio Bolsonaro
A tendência atual é a seguinte:
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Michelle Bolsonaro deve disputar o Senado pelo Distrito Federal, e não compor a chapa presidencial;
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O vice deve vir de um partido do centro, reforçando o discurso de moderação e ampliando o alcance eleitoral.
🔹 Pelo lado do governo
Dentro do governo federal, lideranças do PT defendem a repetição da chapa Lula–Alckmin, mantendo Geraldo Alckmin (PSB) como vice na corrida pela reeleição do presidente.
Cenário eleitoral em transformação
A decisão de Jair Bolsonaro movimenta de forma intensa o tabuleiro político. A confirmação da pré-candidatura de Flávio pode:
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reorganizar o campo da direita;
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reduzir especulações sobre outros nomes bolsonaristas;
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aumentar a pressão sobre partidos de centro para definir alianças;
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e provocar reações imediatas no governo Lula, que já planeja sua estratégia de enfrentamento.
Flávio Bolsonaro deve intensificar viagens, encontros regionais e articulações nos próximos meses, dando início à construção formal de sua campanha.

