Poeta William Melo Soares é encontrado morto em sua residência no Centro de Teresina
O poeta William Melo Soares, de 72 anos, um dos nomes mais queridos da cena cultural de Teresina, foi encontrado morto na tarde desta segunda-feira (11/08) em sua residência, no Centro da capital. Acredita-se que o falecimento tenha ocorrido no último sábado (09/08).
Considerado um dos principais nomes da geração Mimeógrafo dos anos 1970, William era reconhecido pelo trabalho literário e pelo incentivo à cultura. Seu corpo foi encaminhado ao Instituto de Medicina Legal (IML), onde passa por exames nesta terça-feira (12). A perícia também analisa as digitais do escritor, já que o corpo estava em estado de decomposição. As causas da morte ainda não foram confirmadas.
Conhecido carinhosamente como “poetinha”, publicou diversos livros, promoveu atividades de leitura e participou da organização de eventos como o Salão de Humor do Piauí.
Natural de Alto Longá, dedicou sua vida à divulgação da poesia. Foi coordenador do movimento “Livro nas Escolas” e um dos escritores que mais exaltou Teresina em sua obra. Criou o projeto “Viver Teresina”, que produzia cartazes e postais com poemas sobre a capital piauiense.
Sua produção também chegou à música, com composições interpretadas pelo Grupo Candeia e parcerias com artistas como Israel Correia, Elmar Carvalho, Ednólia Fontenele e Danilo Melo.
Entre suas obras estão: Roendo os Ossos do Ofício (1987), Com Licença da Palavra (1986), Topada, Passo a Pássaro (1992, com Graça Vilhena) e Congresso das Águas (1998). William também foi incluído na antologia A Poesia Piauiense no Século XX (1995), do crítico literário Assis Brasil.
Servidor da Fundação Cultural do Estado do Piauí, William Melo Soares deixa um legado marcado pelo amor à literatura e à cultura piauiense.

