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Polícia Civil desarticula esquema que cobrava falsas taxas judiciais via PIX

Uma força-tarefa interestadual foi às ruas na manhã desta quarta-feira (4) para desarticular um esquema criminoso que vinha aplicando o chamado “golpe do falso advogado” no Piauí e em outros estados do país. A Operação “Falso Advogado” cumpriu mandados de prisão e de busca e apreensão contra integrantes do grupo investigado.

A ação foi realizada pela Polícia Civil do Estado do Piauí, por meio do Departamento de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DRCC), vinculado à Secretaria de Segurança Pública do Piauí, em conjunto com a Polícia Civil do Estado do Ceará. Também participaram ativamente a Polícia Civil de Goiás, a Polícia Civil de Pernambuco e a Polícia Civil do Amazonas.

O grupo é apontado como especializado na prática de estelionato eletrônico, organização criminosa e invasão de dispositivo informático.

Como funcionava o golpe?

De acordo com as investigações, os criminosos utilizavam técnicas de engenharia social para acessar ilegalmente dados processuais, inclusive informações sigilosas. A partir disso, identificavam vítimas com ações judiciais em andamento.

O modus operandi consistia na criação de perfis falsos de advogados. Por meio desses contatos, os suspeitos informavam sobre a suposta liberação de alvarás judiciais e exigiam o pagamento de “taxas judiciais” inexistentes para que os valores fossem liberados. As transferências eram feitas, geralmente, via PIX.

O coordenador do DRCC, delegado Humberto Marcola, fez um alerta à população: advogados e tribunais não solicitam pagamentos imediatos via PIX para liberação de valores judiciais. Em caso de dúvida, a orientação é entrar em contato diretamente com o escritório por meio de número oficial já conhecido.

Cidades onde houve cumprimento de mandados

As medidas cautelares foram cumpridas simultaneamente nas seguintes cidades:

  • Fortaleza (CE)

  • Maracanaú (CE)

  • Tauá (CE)

  • Pacatuba (CE)

  • Caucaia (CE)

  • Aracoiaba (CE)

  • Aparecida de Goiânia (GO)

  • Manaus (AM)

  • Borba (AM)

  • Recife (PE)

  • Paulista (PE)

Também deram apoio à ação a Superintendência de Operações Integradas (SOI) e a Coordenação de Serviços Virtuais da Polícia Civil do Piauí.

As investigações continuam com o objetivo de identificar outras vítimas e possíveis ramificações do esquema criminoso em diferentes estados.