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Sobe para seis o número de vítimas de intoxicação em piscina de academia

Subiu para seis o número de vítimas de provável intoxicação após uma aula de natação realizada na academia C4 Gym, localizada no bairro Parque São Lucas, na zona leste de São Paulo, no último sábado (7). Inicialmente, a informação era de que cinco pessoas haviam sido hospitalizadas após utilizarem a piscina do local.

A sexta vítima é Letícia Helena Oliveira, de 29 anos. De acordo com o boletim de ocorrência, após a aula de natação, ela passou a sentir fortes dores de cabeça, além de apresentar diarreia e vômitos. Diante do agravamento dos sintomas, a jovem foi encaminhada para a unidade Anália Franco do Hospital São Luiz, onde permanece internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), em observação.

Entre os seis casos registrados, uma pessoa morreu e três seguem hospitalizadas. A vítima fatal é Juliana Faustino, de 28 anos. Além de Letícia, continuam internados o marido de Juliana, Vinícius de Oliveira, e um adolescente de 14 anos. Um homem e uma mulher, ambos de 37 anos, também chegaram a ser hospitalizados, mas já receberam alta médica.

Juliana e Vinícius foram os primeiros a apresentar sintomas. Conforme o registro policial, o casal percebeu odor e sabor anormais na água da piscina e, pouco tempo depois, começou a passar mal. Com a piora do quadro clínico, os dois buscaram atendimento no Hospital Santa Helena, em Santo André.

No hospital, o estado de saúde de Juliana evoluiu rapidamente para uma parada cardiorrespiratória, e ela não resistiu. Vinícius permanece em estado crítico e foi transferido do Hospital Santa Helena para a UTI do Hospital Brasil, onde segue sob cuidados intensivos.

Irregularidades e investigação

A Prefeitura de São Paulo iniciou, nesta segunda-feira (9), um processo para cassação da licença de funcionamento da C4 Gym. Segundo a administração municipal, o alvará da academia está em nome do antigo proprietário, sem vínculo com o atual CNPJ.

A Subprefeitura de Vila Prudente interditou preventivamente o local após constatar falhas de segurança e a ausência de licença válida para funcionamento. De acordo com a investigação da Polícia Civil, o manobrista da academia, que ainda não foi localizado, seria o responsável pela manutenção da piscina.

A principal suspeita da polícia é de que um balde contendo produtos químicos tenha permanecido entreaberto, provocando uma reação que liberou gases tóxicos, responsáveis pela intoxicação dos alunos. Os produtos foram apreendidos e encaminhados para análise pericial.

Até o momento, nenhum depoimento formal foi colhido, mas a expectativa é que essa fase da investigação tenha início nos próximos dias. As imagens das câmeras de segurança da academia estão sendo analisadas para identificar outros funcionários e possíveis vítimas que não tenham procurado atendimento médico.