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Suspeito de disparar e incendiar corpo durante velório em Teresina é preso; mandante segue foragido

Um dos suspeitos de invadir uma residência, efetuar disparos na cabeça e incendiar o corpo de Adão Rodrigues dos Santos Júnior durante seu próprio velório foi preso na manhã desta quarta-feira (11) em Teresina. O delegado Laercio Evangelista, da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (DRACO), informou que o mandante do crime também já foi identificado, mas ainda está foragido.

Segundo o delegado, a ação foi extremamente violenta e premeditada, praticada por integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC) como forma de retaliação. “Teria um mandante e os executores. Hoje conseguimos prender um dos indivíduos que efetuou os disparos no cadáver. O mandante ainda está foragido, mas já estamos tentando localizá-lo”, disse Evangelista.

O caso ocorreu na madrugada de sábado (24), no bairro Água Mineral, zona Norte da capital. Adão havia falecido em São Luís (MA) em decorrência de uma infecção bacteriana após cirurgia, e o corpo foi trazido para Teresina, sendo velado em uma residência na Rua Pascoal.

Por volta das 2h, dois homens chegaram de motocicleta, atiraram quatro vezes na cabeça da vítima e atearam fogo no caixão. Familiares conseguiram controlar as chamas, e ninguém ficou ferido. As investigações apontam que o ataque está relacionado a disputas territoriais entre facções criminosas rivais, PCC e Bonde dos 40.

Em entrevista à Rede Meio Norte, o delegado Yan Brayner informou que há um mandado de prisão temporária para o mandante, localizado em São Paulo. Além da disputa entre facções, Adão também seria apontado como suposto autor de um homicídio, o que teria motivado sua morte.

“Foi determinado que esse indivíduo do Piauí realizasse esse ato bárbaro, e a motivação seria porque Adão supostamente matou um grande amigo desse mandante, que está no estado de São Paulo”, explicou Brayner.

Operação
Na manhã desta quarta, além da prisão do executor, a polícia cumpriu mandados de busca e apreensão domiciliar, bem como medidas de extração e compartilhamento de dados. O suspeito preso permanece à disposição da Justiça.