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Mala com R$ 429 mil é arremessada do 30º andar durante operação da Polícia Federal

Uma cena inusitada marcou a manhã desta quarta-feira (11) em Balneário Camboriú (SC): uma mala recheada de dinheiro foi lançada do 30º andar de um prédio no exato momento em que agentes da Polícia Federal chegavam para cumprir mandado de busca e apreensão.

De acordo com a PF, a ação faz parte da terceira fase da Operação Barco de Papel. A mala foi arremessada pela janela assim que os policiais anunciaram a presença no imóvel. Dentro dela, os agentes encontraram R$ 429 mil em espécie.

Além do dinheiro, foram apreendidos dois veículos de luxo, celulares e documentos que devem reforçar as investigações.

A operação apura suspeitas de crimes contra o sistema financeiro relacionados a investimentos do Rioprevidência — fundo responsável pela gestão das aposentadorias e pensões dos servidores do Estado do Rio de Janeiro — em letras financeiras do Banco Master, títulos que não possuem garantia do Fundo Garantidor de Créditos (FGC).

Segundo a Polícia Federal, esta nova fase tem como objetivo localizar e recuperar bens e valores que teriam sido retirados do imóvel do principal investigado após o avanço das apurações.

Embora a PF não tenha divulgado oficialmente os nomes dos alvos desta etapa, a reportagem apurou que os investigados teriam ligação com o ex-presidente do Rioprevidência, Deivis Marcon Antunes. Eles seriam suspeitos de ajudar na retirada de documentos e na ocultação de provas para dificultar o andamento da investigação.

A defesa de Deivis informou que está apurando os fatos. O ex-presidente foi preso no último dia 3 de fevereiro, em Itatiaia (RJ), durante a segunda fase da operação. Na ocasião, a PF apontou indícios de manipulação de provas digitais e transferência de veículos de luxo para terceiros.

Também no dia 3, dois irmãos foram presos em Itapema (SC), suspeitos de auxiliar na retirada de documentos do Rio de Janeiro.

Os mandados cumpridos nesta quarta-feira foram expedidos pela 6ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro, com base em indícios de obstrução de investigação e ocultação de provas.