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Abono salarial PIS/Pasep 2026 tem calendário definido; pagamentos começam em fevereiro

 

O abono salarial do PIS/Pasep 2026 já tem calendário oficial definido, com pagamentos liberados de forma escalonada conforme o mês de nascimento do trabalhador. Os depósitos começam no dia 15 de fevereiro e seguem até 15 de agosto, com prazo final para saque em 30 de dezembro de 2026.

O cronograma foi aprovado pelo Conselho Deliberativo do Fundo de Amparo ao Trabalhador e vale tanto para trabalhadores da iniciativa privada quanto para servidores públicos. A diferença está na instituição responsável pelo pagamento: a Caixa Econômica Federal faz o pagamento do PIS, enquanto o Banco do Brasil é responsável pelo Pasep.

A consulta ao benefício está disponível desde fevereiro e pode ser feita por meio da Carteira de Trabalho Digital, no Portal Emprega Brasil ou pelo telefone 158. Nessas plataformas, o trabalhador pode verificar se tem direito ao abono, o valor a receber e o banco responsável pelo pagamento.

Calendário de pagamentos

A liberação do benefício segue o mês de nascimento do trabalhador. Confira as datas:

  • Nascidos em janeiro: a partir de 15/02/2026
  • Nascidos em fevereiro: a partir de 15/03/2026
  • Nascidos em março e abril: a partir de 15/04/2026
  • Nascidos em maio e junho: a partir de 15/05/2026
  • Nascidos em julho e agosto: a partir de 15/06/2026
  • Nascidos em setembro e outubro: a partir de 15/07/2026
  • Nascidos em novembro e dezembro: a partir de 15/08/2026

Prazo final para saque: 30 de dezembro de 2026.

Quem tem direito

O abono salarial é destinado a trabalhadores que:

  • Exerceram atividade com carteira assinada por pelo menos 30 dias em 2024;
  • Receberam, em média, até dois salários mínimos mensais no período;
  • Estão inscritos no PIS/Pasep há pelo menos cinco anos.

O valor do benefício varia conforme o número de meses trabalhados no ano-base 2024, podendo chegar ao equivalente a um salário mínimo.

O que muda em 2026

Uma das principais mudanças é que o teto de renda para acesso ao benefício passará a ser corrigido pela inflação. A alteração faz parte de uma regra de transição aprovada pelo Congresso Nacional, que prevê a redução gradual do público atendido.

Pelas novas regras, até 2035 o abono salarial deverá ser restrito a trabalhadores que recebem até 1,5 salário mínimo, diminuindo progressivamente o número de beneficiários.