CEO da DF Group é preso durante operação da SSP contra empresa de investimentos em Teresina

O CEO da DF Group, Douglas Fonseca, foi preso na tarde desta sexta-feira (10) durante uma operação deflagrada pela Secretaria de Segurança Pública do Piauí (SSP-PI) contra a empresa de investimentos, localizada na zona Leste de Teresina. A ação também resultou na prisão de outros investigados e no cumprimento de mandados de busca e apreensão.
Ao todo, a SSP-PI cumpriu 12 mandados judiciais, entre prisões e buscas, no âmbito de uma investigação que apura os crimes de estelionato qualificado por fraude eletrônica, associação criminosa e lavagem de dinheiro.
Segundo a Secretaria de Segurança Pública, as investigações, conduzidas pela Superintendência de Operações Integradas (SOI), apontam que o grupo criminoso atuava de forma estruturada, utilizando fraudes eletrônicas para obter vantagens financeiras ilícitas e mecanismos destinados a ocultar e dissimular a origem dos valores obtidos com a suposta prática criminosa.
A operação foi desencadeada após uma série de denúncias de investidores que relataram atrasos no pagamento dos rendimentos, dificuldades para resgatar os recursos aplicados e falta de respostas por parte da empresa.
Mais de 100 boletins de ocorrência
As reclamações contra a DF Group começaram a ganhar força em junho, quando pelo menos quatro investidores procuraram a TV Meio Norte e o 1º Distrito Policial de Teresina para denunciar possíveis irregularidades. Eles afirmaram ter realizado investimentos na plataforma nos últimos meses e não conseguiram recuperar os valores aplicados.
De acordo com a SSP-PI, mais de 100 boletins de ocorrência já foram registrados por pessoas que alegam ter sido prejudicadas pela empresa.
Além das prisões e das buscas, a Justiça também autorizou medidas cautelares, como o bloqueio de contas bancárias, apreensão de veículos e a suspensão das atividades da empresa investigada.
Operação mobilizou diversas forças de segurança
A operação contou com o apoio da Força Estadual Integrada de Segurança Pública (FEISP), do Batalhão Especial de Policiamento do Interior (BEPI), do Batalhão de Operações Especiais (BOPE), da Diretoria de Inteligência Estratégica (DINTE), da Diretoria de Operações de Trânsito (DOT) e da Gerência de Operações e Investigações Criminais (GOIC).
A Secretaria de Segurança Pública informou que as investigações seguem em andamento para identificar outros possíveis envolvidos e dimensionar o prejuízo causado aos investidores. Até o momento, a defesa de Douglas Fonseca e da DF Group não havia se manifestado sobre a operação.
