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Operação mira organização criminosa por fraudes eletrônicas e suspende empresa investigada em Teresina

Uma organização criminosa suspeita de praticar crimes de estelionato qualificado por fraude eletrônica, associação criminosa e lavagem de dinheiro foi alvo de uma operação deflagrada na tarde desta sexta-feira (10), em Teresina. A ação resultou no cumprimento de mandados judiciais e na suspensão das atividades de uma empresa investigada por suposto envolvimento no esquema.

A operação foi coordenada pela Superintendência de Operações Integradas (SOI), da Secretaria de Segurança Pública do Piauí (SSP-PI), e contou com o cumprimento de mandados de prisão, busca e apreensão, bloqueio de contas bancárias, apreensão de veículos e outras medidas cautelares autorizadas pela Central de Inquéritos de Teresina.

Entre as determinações da Justiça está a suspensão das atividades comerciais da empresa apontada como peça central da investigação.

Segundo a SSP-PI, as investigações indicam que o grupo atuava de forma estruturada, utilizando fraudes eletrônicas para captar recursos de vítimas com promessas de investimentos e obter vantagens financeiras ilícitas. A apuração também aponta que os suspeitos teriam utilizado mecanismos para ocultar e dissimular a origem dos valores obtidos por meio das supostas práticas criminosas, configurando indícios de lavagem de dinheiro.

Até o momento, mais de 100 boletins de ocorrência foram registrados por pessoas que afirmam ter investido recursos junto à empresa investigada, mas não receberam o retorno financeiro prometido.

As diligências foram realizadas em diferentes pontos da capital e movimentaram um edifício comercial localizado na zona Leste de Teresina, onde funciona a sede da empresa alvo da operação. A presença das equipes policiais chamou a atenção de funcionários e frequentadores do local.

A operação contou com o apoio de equipes da Polícia Civil, Polícia Militar, Força Estadual Integrada de Segurança Pública (FEISP), Batalhão Especial de Policiamento do Interior (BEPI), Batalhão de Operações Especiais (BOPE), Diretoria de Inteligência Estratégica (DINTE), Diretoria de Operações de Trânsito (DOT) e Gerência de Operações e Investigações Criminais (GOIC).

A Secretaria de Segurança Pública informou que as investigações continuam para identificar outros possíveis envolvidos no esquema e apurar a extensão dos prejuízos causados às vítimas.