DHPP investiga execução de segurança e apura possível motivação ligada a conflito amoroso

A Polícia Civil, por meio do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), intensificou as investigações para esclarecer a execução do segurança Erismar Rodrigues dos Santos, de 47 anos, morto a tiros na noite de sábado (11), na Avenida Padre Humberto Pietrogrande, nas proximidades da Ponte Anselmo Dias, na zona Sudeste de Teresina. Entre as linhas de investigação está um possível desentendimento envolvendo o ex-companheiro da atual parceira da vítima, mas os investigadores afirmam que nenhuma hipótese foi descartada.
O delegado Bruno Ursulino, responsável pelo caso, explicou que a equipe busca reunir provas que confirmem ou descartem as informações levantadas nas primeiras horas da investigação, obtidas por meio de familiares, testemunhas e policiais que atenderam à ocorrência.
“A gente vai tentar comprovar demonstrando que realmente essa foi a dinâmica do fato. Nossa equipe já está fazendo contato com familiares para que tudo aquilo que foi narrado possa ser comprovado de forma material, para que saia apenas desse espectro da conversa”, afirmou o delegado.
Segundo Bruno Ursulino, a possível ligação do crime com um relacionamento é tratada apenas como uma das hipóteses investigadas.
“A gente verifica que até na imprensa foi veiculada a questão da possível motivação ter envolvimento com relacionamentos entre vítima e outras pessoas. Vamos trabalhar em cima dessa informação, mas sem descartar outras hipóteses, porque no início da investigação a gente não pode descartar. Ao final, vamos demonstrar qual foi o envolvimento de cada um”, destacou.
Discussão antes do crime
Outra informação que está sendo apurada pelo DHPP é uma discussão envolvendo Erismar ocorrida poucas horas antes do homicídio. A polícia pretende esclarecer se esse desentendimento teve relação direta com a execução ou se os episódios são independentes.
“Chegou até nós que houve essa discussão. A vítima trabalhava como segurança, mas queremos entender se essa discussão se prolongou até o momento do crime, se ela foi a causa do crime ou se nós vamos ter outra causa”, explicou Bruno Ursulino.
Vítima tentou escapar dos atiradores
As investigações apontam que Erismar conduzia uma motocicleta quando passou a ser perseguido por dois homens que também estavam em uma moto. Durante a perseguição, os suspeitos efetuaram vários disparos.
Mesmo baleado, o segurança abandonou a motocicleta e tentou fugir correndo, mas foi novamente atingido e morreu ainda no local. O DHPP aguarda o resultado da perícia para determinar a dinâmica da execução e identificar qual disparo foi fatal.
“Estamos aguardando o laudo pericial para saber em quais locais a vítima foi acertada, qual foi o disparo fatal, a que distância ele foi efetuado e o que ocorreu primeiro, se foi a queda ou o disparo”, disse o delegado.
Hipótese de latrocínio perde força
De acordo com a Polícia Civil, os primeiros levantamentos indicam que o objetivo dos criminosos não era roubar a vítima. A motocicleta e o telefone celular de Erismar permaneceram no local do crime, reforçando a suspeita de que a execução tenha sido premeditada.
Os investigadores ainda verificam, junto aos familiares, se algum outro objeto pessoal desapareceu para descartar definitivamente a hipótese de latrocínio e concentrar as diligências na motivação do homicídio.
Histórico da vítima também é analisado
Durante as diligências, a Polícia Civil constatou que Erismar possuía um registro de ocorrência por violência doméstica, em 2021, além de ter sido conduzido, anos atrás, em uma ocorrência relacionada a disparo de arma de fogo.
Apesar disso, o principal foco da investigação continua sendo os relatos de que a vítima vinha sofrendo ameaças em decorrência de um conflito envolvendo um relacionamento. A polícia segue colhendo depoimentos e analisando provas para identificar os autores e esclarecer a motivação do crime.
