Justiça marca júri popular de acusadas pela morte de Tainah Luz, filha do jornalista Marcelo Rocha

A Justiça do Piauí marcou para o dia 21 de outubro de 2026, às 9h, o julgamento de Fernanda Maria Lobão Ayres e Geovana Thais Vieira da Silva, acusadas pela morte da analista de sistemas Tainah Luz Brasil Rocha, de 27 anos, filha do jornalista Marcelo Rocha. A sessão será realizada pelo Tribunal Popular do Júri da Comarca de Teresina.
A decisão foi assinada na última terça-feira (21) pelo juiz Muccio Miguel Meira, titular da 3ª Vara do Tribunal Popular do Júri.
No despacho, o magistrado determinou a preparação do processo para julgamento, autorizou a oitiva das testemunhas arroladas pelo Ministério Público do Piauí e registrou que, embora intimadas, as defesas das duas acusadas não apresentaram rol de testemunhas.
O juiz também determinou a juntada das certidões de antecedentes criminais das rés e marcou para o dia 17 de setembro o sorteio dos jurados que irão compor o Conselho de Sentença.
O processo já havia superado a fase de recursos contra a decisão de pronúncia, que confirmou que as acusadas deveriam ser submetidas a julgamento pelo Tribunal do Júri.
Relembre o caso
Tainah Luz Brasil Rocha foi morta após ser esfaqueada na manhã de 8 de maio de 2022, em uma residência localizada no bairro Mocambinho, na zona Norte de Teresina.
Natural da capital piauiense, a analista de sistemas morava em Curitiba e estava em Teresina para visitar familiares quando foi atacada.
Ela chegou a ser socorrida e encaminhada ao Hospital de Urgência de Teresina (HUT), mas não resistiu aos ferimentos.
Segundo a denúncia do Ministério Público, Fernanda Maria Lobão Ayres, ex-namorada da vítima, e Geovana Thais Vieira da Silva, companheira de Fernanda à época dos fatos, respondem pelo crime de homicídio qualificado, com as qualificadoras de emprego de meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima.
Versões das acusadas
Durante a instrução processual, Geovana Thais afirmou que apenas tentou intervir em uma discussão entre Tainah e Fernanda e alegou ter agido em legítima defesa.
Já Fernanda Maria Lobão Ayres negou qualquer participação no homicídio, declarou-se inocente e sustentou que também foi vítima durante o episódio.
As versões apresentadas pelas acusadas serão analisadas pelos sete jurados que integrarão o Conselho de Sentença. Ao fim do julgamento, caberá ao Tribunal do Júri decidir pela condenação ou absolvição das rés.
