Policial militar e marido são indiciados pela morte de soldado encontrado carbonizado no Ceará

A policial militar Júlia Natália Girão Gomes e o marido dela, Antoneudo Ribeiro Lima Júnior, foram indiciados pela Polícia Civil do Ceará pelo assassinato do soldado Raphael Sampaio da Silva, de 27 anos. O indiciamento ocorreu na última sexta-feira (21), durante as investigações sobre o crime.
O corpo do militar foi encontrado carbonizado dentro de um carro, no município de Itaitinga, na Região Metropolitana de Fortaleza. O crime aconteceu no dia 11 de agosto, após Raphael deixar o serviço acompanhado de Júlia, que era colega de equipe e havia trabalhado com ele durante o plantão.
Horas depois, o corpo do soldado foi localizado dentro do veículo.
Policial foi presa durante investigação
Após a descoberta do corpo, Júlia Natália foi presa. No decorrer da investigação, a Polícia Civil apontou contradições no depoimento apresentado pela policial.
Os investigadores também analisaram imagens de câmeras de segurança que, segundo a polícia, mostraram Júlia circulando por outros locais durante o período em que ela teria afirmado ter sido amarrada em uma área de matagal.
Marido também foi preso
Com o avanço das investigações, Antoneudo Ribeiro também foi preso. A Justiça decretou a prisão preventiva dos dois.
A Polícia Civil concluiu o inquérito com o indiciamento do casal pelo assassinato de Raphael Sampaio.
A defesa de Júlia, representada pelo advogado Walmir Medeiros, informou que pretende solicitar a soltura da policial. Já a defesa de Antoneudo, feita pela advogada Karla Borges, afirmou que não irá comentar o caso.
Polícia aponta possível motivação passional
De acordo com as investigações, o crime teria como possível motivação um relacionamento extraconjugal entre Raphael e Júlia. Os dois eram casados com outras pessoas.
Testemunhas relataram à polícia que Raphael já havia contado sobre o relacionamento e acreditava que o marido de Júlia tinha conhecimento da situação. Uma testemunha afirmou ainda que a policial teria mostrado ao marido uma fotografia de Raphael.
Na véspera do assassinato, Raphael teria contado a uma pessoa próxima que havia conversado com Júlia e que os dois planejavam assumir o relacionamento e se divorciar dos respectivos cônjuges.
O inquérito aponta que os depoimentos reunidos durante a investigação dão suporte à hipótese de que o relacionamento extraconjugal teria relação com o crime e que Antoneudo poderia ter conhecimento da situação.
Uma testemunha também afirmou que o marido de Júlia teria dito que sabia que estava sendo traído.
A Polícia Civil, no entanto, ressaltou que essa informação, isoladamente, não é considerada prova de autoria e precisa ser analisada em conjunto com os demais elementos reunidos durante a investigação e com a sequência dos acontecimentos antes e depois do homicídio.
Com informações do g1/CE.
