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Agiota é preso após cobrar R$ 1,3 milhão por dívida de R$ 30 mil

Um homem suspeito de atuar como agiota foi preso na quarta-feira (19), no bairro Catumbi, na zona norte do Rio de Janeiro. Segundo a Polícia Civil, ele realizava empréstimos com cobrança de juros abusivos e teria utilizado ameaças e constrangimentos para pressionar pessoas que não conseguiam quitar as dívidas.

Um dos casos investigados começou com um empréstimo de R$ 30 mil. Após cerca de 12 meses, o suspeito teria passado a cobrar R$ 1,3 milhão da vítima, alegando que o valor seria resultado da aplicação de juros sobre a dívida.

Vítima teria sido ameaçada de morte

De acordo com a delegada Natacha Alves, responsável pelas investigações, o suspeito teria adotado diferentes formas de pressão para cobrar os valores.

Além de ofensas verbais, ele teria ido até a residência da vítima e feito ameaças, inclusive de morte. Conforme a investigação, o homem também afirmava contar com o apoio de outras pessoas para realizar as cobranças.

A polícia identificou ainda indícios de que o suspeito tomava bens dos próprios devedores como forma de pagamento das supostas dívidas.

Suspeito nega ameaças

Durante o depoimento, o homem confirmou que realizava empréstimos com cobrança de juros. Ele afirmou possuir, segundo suas próprias palavras, “aplicações” com diversas pessoas.

Apesar de admitir os empréstimos, o suspeito negou ter utilizado violência ou feito ameaças contra os devedores.

Segundo a Polícia Civil, ele possui anotações criminais por tráfico de drogas, ameaça, extorsão e lesão corporal. O homem também já teria sido acusado de estupro pelo próprio filho.

Investigação continua

A prisão foi realizada por policiais da 24ª DP (Piedade), após uma ação de inteligência. O caso é investigado pela 37ª DP.

As diligências continuam com o objetivo de identificar outras possíveis vítimas, verificar a extensão das cobranças e esclarecer as circunstâncias dos supostos crimes.

O suspeito permanece à disposição da Justiça.