Anvisa proíbe chás e cápsulas vendidos com falsas promessas de emagrecimento

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu a fabricação, comercialização, distribuição, propaganda e uso de uma série de produtos vendidos irregularmente com promessas de emagrecimento. A decisão foi publicada no Diário Oficial da União nesta sexta-feira (14).
A medida atinge marcas de chamados “chás emagrecedores” e produtos em cápsulas que prometiam efeitos semelhantes aos de medicamentos utilizados para perda de peso, como o Mounjaro. Em alguns casos, os próprios nomes de medicamentos foram utilizados na divulgação para atrair consumidores.
Segundo a Anvisa, os produtos eram comercializados sem registro, notificação ou cadastro na agência reguladora. A fabricação também era atribuída a uma empresa de origem desconhecida.
Veja os produtos proibidos
A determinação da Anvisa inclui os seguintes produtos:
- Milagroso Ervas Black
- Milagroso Ervas Mounjaro Turbo
- Milagroso Ervas Mounjaro 3x Turbo
- Milagroso Ervas Detox
- Milagrosos Ervas Cápsula Azul
- Milagroso Ervas Mounjaro Rosa
- Milagrosos Ervas Mounjaro
- Milagroso Ervas Vermelho
- Milagroso Ervas
- Mounfor X Emagrecedor
A proibição também alcança pessoas físicas, empresas e veículos de comunicação que comercializem ou divulguem os produtos.
A agência informou que a medida tem caráter preventivo e foi fundamentada no inciso XV do artigo 7º da Lei nº 9.782/1999.
Chá Sarapião também foi proibido
A mesma resolução determinou a proibição da fabricação, comercialização, distribuição, propaganda e uso do produto conhecido como “Chá Sarapião”.
De acordo com a Anvisa, o produto era comercializado sem registro, notificação ou cadastro junto à agência. Além disso, a fabricação era atribuída a uma empresa que não possui autorização para fabricar medicamentos.
A determinação vale para todos os lotes do Chá Sarapião fabricados pela empresa responsável.
Empresa ainda não se manifestou
Segundo a Anvisa, a empresa responsável pelos produtos é a Natural Ervas Produtos Naturais LTDA (Farmagon).
Até o momento, a empresa não havia divulgado manifestação pública sobre a decisão da agência.
A Anvisa reforça que a medida também se aplica a quem comercializar ou divulgar os produtos proibidos, incluindo empresas, pessoas físicas e veículos de comunicação.
