Coren-PI interdita serviços de enfermagem do Samu de Luís Correia por irregularidades

O Conselho Regional de Enfermagem do Piauí (Coren-PI) realizou, nesta segunda-feira (28), a interdição ética dos serviços de enfermagem do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) de Luís Correia, no litoral do estado. A medida foi adotada após uma fiscalização identificar uma série de irregularidades estruturais, sanitárias e operacionais na unidade.
A interdição ocorreu após uma sindicância conduzida pelo Coren-PI constatar problemas nas condições de funcionamento da base e da ambulância utilizada nos atendimentos de urgência e emergência.
Entre as irregularidades identificadas está o fato de que a base do Samu funciona em um imóvel adaptado localizado em uma rua estreita, o que, segundo o conselho, dificulta a circulação e a saída da ambulância.
A fiscalização também apontou inadequações nos espaços destinados ao repouso dos profissionais e no armazenamento de insumos utilizados durante os atendimentos.
Problemas sanitários
Um dos principais problemas encontrados está relacionado à higienização da ambulância e dos materiais utilizados pelas equipes.
Segundo o Coren-PI, a unidade não dispõe de uma área adequada para a lavagem e desinfecção da ambulância e dos materiais utilizados nos atendimentos. O procedimento era realizado em uma pia localizada na área externa, enquanto a água utilizada na limpeza era descartada a céu aberto.
O relatório também apontou que a ambulância estava há meses sem climatização, além de apresentar sinais de desgaste e oxidação.
Outro problema identificado foi relacionado à disponibilidade da viatura. Registros dos plantões analisados durante a fiscalização apontaram episódios recorrentes de desativação da ambulância por falhas mecânicas, comprometendo o funcionamento do serviço.
Coren diz que medida busca proteger profissionais e pacientes
O presidente do Coren-PI, Samuel Freitas, afirmou que a interdição tem como objetivo preservar a segurança dos profissionais de enfermagem e dos usuários do Samu.
“A interdição ética busca justamente resguardar os profissionais e contribuir para que a população receba uma assistência segura, adequada e de qualidade”, afirmou.
A medida permanece enquanto forem avaliadas as condições que levaram à interdição e as providências necessárias para a regularização dos serviços.
Até a publicação desta matéria, não houve posicionamento da Prefeitura de Luís Correia nem da Secretaria Municipal de Saúde (Sesa) sobre as irregularidades apontadas pelo Coren-PI. O espaço permanece aberto para manifestação dos órgãos municipais.
