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Criminosos fizeram pai da vítima refém antes de executar homem com 17 tiros na zona Sul de Teresina

A Polícia Civil do Piauí revelou novos detalhes sobre o assassinato de Gutemberg Pereira da Silva, executado na madrugada desta quinta-feira (16), no bairro Porto Alegre, na zona Sul de Teresina. Segundo as investigações preliminares, os criminosos fizeram o pai da vítima refém antes de invadir a residência onde o homem estava e executá-lo com diversos disparos de arma de fogo.

De acordo com o delegado Danúbio Dias, do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), o crime aconteceu por volta das 3h30.

Conforme os levantamentos iniciais, cerca de cinco homens encapuzados foram primeiro até a casa do pai de Gutemberg. Como não encontraram a vítima, renderam o idoso e o obrigaram a levá-los até a residência do filho, localizada do outro lado da avenida.

Ao chegarem ao imóvel, os suspeitos arrombaram a porta e renderam todos os familiares que estavam na casa, entre eles mulheres e crianças.

Ao perceber a invasão, Gutemberg tentou se esconder no banheiro. No entanto, foi localizado pelos criminosos.

Segundo o delegado, os suspeitos efetuaram pelo menos 17 disparos contra a vítima, que morreu ainda no local devido à gravidade dos ferimentos.

Após o crime, o grupo fugiu. Até o momento, nenhum dos envolvidos foi preso.

Investigação

O DHPP segue investigando o caso e realiza diligências para identificar, localizar e prender os autores do homicídio. A motivação do crime ainda é apurada.

Histórico criminal

De acordo com a Polícia Civil, Gutemberg Pereira da Silva possuía um extenso histórico criminal, com 16 procedimentos policiais registrados entre 2015 e 2026. Entre as ocorrências estão investigações por tráfico de drogas, receptação, roubo, posse irregular de arma de fogo, ameaça, lesão corporal, homicídio e cumprimento de mandados de prisão.

Segundo o delegado Danúbio Dias, Gutemberg havia deixado o sistema prisional no último dia 3 de julho.

O delegado informou ainda que já havia investigado crimes envolvendo a vítima desde 2015, quando Gutemberg foi preso durante uma investigação de homicídio na região da Vila Irmã Dulce. Na ocasião, ele conseguiu fugir da abordagem policial, abandonando uma arma de fogo e um aparelho celular, que posteriormente revelou um esquema de tráfico de drogas na zona Sul da capital.

O caso mais recente envolvendo Gutemberg foi o sequestro e assassinato de Bartolomeu Gabriel, ocorrido em setembro de 2024. Segundo a Polícia Civil, ele confessou participação no crime e admitiu integrar a facção criminosa Bonde dos 40. Na época, foi preso em uma ação conjunta envolvendo o DHPP, o Departamento de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (DRACO) e outra unidade da Polícia Civil.