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Eduardo Bolsonaro pede sanções dos EUA contra ministros do STF pela Lei Magnitsky

O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro se reuniu com autoridades do Departamento de Estado dos Estados Unidos para solicitar a aplicação da Lei Magnitsky contra os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, Gilmar Mendes e Flávio Dino.

A legislação americana permite a imposição de sanções contra pessoas estrangeiras acusadas de envolvimento em violações de direitos humanos ou corrupção, conforme os critérios previstos na lei.

Reunião ocorre após sessão do STF sobre o Banco Master

O encontro com as autoridades americanas aconteceu após o início da análise, pelo STF, de questões relacionadas ao envolvimento do ministro Alexandre de Moraes no caso Banco Master. A sessão foi suspensa depois que o ministro Flávio Dino solicitou vista do processo.

Antes da reunião, Eduardo Bolsonaro comentou a repercussão do julgamento e criticou a condução do caso.

“A gente sabe da revolta gerada com esse não julgamento que ocorreu dentro do STF, né? Pessoas ali até subindo o tom, perdendo o controle, na missão de proteger o Alexandre Moraes, onde tudo foi falado, menos os 200 milhões que foi para o Moraes e a sua família. Isso aí gera uma revolta, mas o caminho não é ir pra rua agora”, declarou o ex-deputado à equipe do SBT News.

Atuação nos Estados Unidos

Eduardo Bolsonaro deixou o Brasil e passou a morar nos Estados Unidos em setembro de 2025, após ser acusado de atrapalhar as investigações relacionadas à trama golpista. Posteriormente, perdeu o mandato de deputado e foi condenado pela Primeira Turma do STF a quatro anos e dois meses de prisão, em regime semiaberto, pelo crime de coação no curso do processo.

Desde então, o ex-deputado tem atuado junto a autoridades americanas em defesa da aplicação de sanções contra ministros do Supremo e de medidas de pressão sobre o governo brasileiro. Segundo informações divulgadas pela imprensa, a retomada das sanções contra Alexandre de Moraes está entre as reivindicações apresentadas em Washington.

Eduardo também negou que sua atuação nos Estados Unidos tenha como objetivo influenciar a eleição presidencial brasileira.

“Isso aqui não é um trabalho eleitoral. Há anos já a gente vem fazendo esse trabalho, mesmo quando eu ainda era deputado no Brasil, através da diplomacia legislativa”, afirmou.

Ele acrescentou que a atuação teve continuidade nos Estados Unidos após sua mudança para o país.

Declaração sobre eventual vitória de Flávio Bolsonaro

Apesar de negar finalidade eleitoral, Eduardo Bolsonaro afirmou que os Estados Unidos poderiam adotar medidas contra ministros do STF caso o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) não reconhecesse uma eventual vitória de seu irmão, Flávio Bolsonaro (PL), na eleição presidencial.

“Se eles [ministros do STF] entenderem que a eleição do Flávio é um ato de golpismo, os Estados Unidos podem perfeitamente não reconhecer as eleições brasileiras e também sancionar individualmente esses ministros”, declarou.

As declarações foram feitas no contexto da articulação do ex-deputado junto ao governo americano para pressionar autoridades brasileiras e defender novas sanções contra integrantes do Supremo.