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Empresário vai a júri popular por morte de primo em racha na Avenida Raul Lopes

Seis anos após um acidente que chocou Teresina, a Justiça decidiu levar a júri popular o empresário Junno Campos, acusado de homicídio doloso pela morte do primo, o arquiteto João Vitor Oliveira Campos Sales, de 23 anos. O caso ocorreu durante um suposto racha na Avenida Raul Lopes, na madrugada de 1º de julho de 2019.

A decisão foi anunciada pelo juiz da 3ª Vara do Tribunal Popular do Júri, que determinou que o empresário seja julgado pelos jurados. Ainda cabe recurso por parte da defesa.

De acordo com as investigações, o acidente foi de extrema violência. O veículo, um Audi, perdeu o controle em alta velocidade e colidiu contra uma banca de revistas localizada sob a Ponte Estaiada. Imagens registradas à época mostram a destruição provocada pelo impacto. O carro era conduzido por Junno Campos, que sobreviveu.

Perícias realizadas pelo Instituto de Criminalística e também por assistentes técnicos indicaram que o veículo trafegava a 211,1 km/h no momento do acidente. O carro seguia no sentido do shopping em direção à Universidade Federal do Piauí (UFPI), quando, ao passar pelo trecho próximo ao acesso da Avenida Dom Severino, o motorista perdeu o controle, subiu o meio-fio, saiu da pista, capotou na área de vegetação e colidiu violentamente contra estruturas de concreto.

O advogado Marcos Vinícius, que representa a família da vítima, afirmou que o conjunto de provas foi fundamental para a mudança da tipificação do crime.

“Apresentamos várias provas que comprovam que houve dolo. Inicialmente, o caso foi tratado como homicídio culposo, mas conseguimos demonstrar que houve intenção, ou ao menos a assunção do risco de matar. Essa decisão de levar o caso a júri é uma resposta importante”, declarou.

Além do homicídio doloso, o empresário também deverá responder por direção perigosa, embriaguez ao volante e participação em racha. Segundo a acusação, ele já responde a outros processos envolvendo mortes, incluindo um caso ocorrido na Lagoa do Portinho, relacionado a um acidente com jet ski.

A defesa do empresário não foi localizada até o momento, mas o espaço segue aberto para manifestações.