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Esposa de Lito Sousa nega influência externa em autorização de medicamento experimental

A esposa do influenciador e especialista em aviação Lito Sousa, Mila Seidl, afirmou que a autorização para o uso do medicamento experimental ALN-6457 não teve participação de autoridades, empresários ou qualquer outra influência externa. O posicionamento foi publicado nas redes sociais no sábado (5), um dia após a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizar excepcionalmente o acesso ao medicamento.

Segundo Mila, o processo foi conduzido pela própria família, seguindo os procedimentos previstos para pacientes que necessitam de medicamentos ainda não disponíveis comercialmente no país. Ela também destacou que não houve utilização de recursos públicos nem arrecadação por meio de campanhas.

“Foi um processo regular. Não tem um centavo de dinheiro público. Vocês não me viram abrir vaquinha. Não teve ajudas excepcionais”, declarou.

Como ocorreu a autorização

O ALN-6457, desenvolvido pela farmacêutica Regeneron Pharmaceuticals, ainda não possui registro para comercialização no Brasil e também não conta com representante legal da empresa no país. Por esse motivo, o acesso ao medicamento precisou ser autorizado por um procedimento excepcional.

A liberação ocorreu por meio do chamado uso compassivo, mecanismo que possibilita que pacientes com doenças graves, para as quais não existem alternativas terapêuticas satisfatórias, tenham acesso a medicamentos que ainda estão em fase experimental.

Mila explicou que os contatos com a farmacêutica foram realizados diretamente pela família, com participação da equipe médica responsável pelo tratamento de Lito. A partir dessas tratativas, foram solicitadas as autorizações necessárias tanto nos Estados Unidos quanto no Brasil.

O processo contou com a participação da farmacêutica, do Hospital Israelita Albert Einstein, onde Lito realiza o tratamento, da Anvisa, do Ministério da Saúde e da Food and Drug Administration (FDA), agência reguladora de medicamentos dos Estados Unidos.

Esposa critica falta de informações

Durante os vídeos publicados nas redes sociais, Mila também chamou atenção para a dificuldade enfrentada por famílias que precisam buscar medicamentos experimentais por meio desse tipo de procedimento.

Segundo ela, o acesso ao uso compassivo é um direito de pacientes que se encontram em situações semelhantes, mas as informações sobre como iniciar o processo não são apresentadas de maneira clara.

“É um direito de qualquer pessoa que está numa situação semelhante. A dificuldade é que essas informações não são claras”, afirmou.

Doença rara

Aos 59 anos, Lito Sousa está em tratamento após receber o diagnóstico de doença de Creutzfeldt-Jakob (DCJ), uma enfermidade rara e neurodegenerativa que provoca progressiva deterioração das funções neurológicas.

A doença é considerada grave e, atualmente, não possui cura. O acesso ao medicamento experimental representa uma tentativa terapêutica diante da ausência de alternativas convencionais eficazes.