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Homem é preso suspeito de perseguir e ameaçar mulher há quase 10 anos em Teresina

Um homem identificado como Josivan da Silva, de 42 anos, foi preso na noite desta terça-feira (19), suspeito de perseguir, ameaçar e importunar uma auxiliar de escritório de 33 anos há quase uma década, em Teresina. A prisão ocorreu no bairro Lourival Parente, na zona Sul da capital.

De acordo com a vítima, ela já registrou 23 boletins de ocorrência contra o suspeito, que seria seu ex-colega de trabalho. O caso mais recente foi denunciado no último dia 12 de maio, após o homem voltar a enviar mensagens em tom de deboche relacionadas às denúncias feitas pela mulher.

O mandado de prisão preventiva pelo crime de stalking foi cumprido por equipes do Batalhão Especial de Policiamento do Interior (BEPI), com apoio da Diretoria de Inteligência da Polícia Militar do Piauí. Durante a abordagem, o celular do investigado também foi apreendido.

Após a prisão, Josivan da Silva foi encaminhado para a Central de Flagrantes de Teresina, onde foram realizados os procedimentos legais.

Segundo o relato da vítima, as perseguições começaram em 2016, quando ela e o suspeito passaram a trabalhar na mesma empresa. Já em 2017, conforme a denúncia, ele teria feito ameaças de morte dentro do ambiente de trabalho. Mesmo após deixar a empresa, o homem teria continuado com os atos de perseguição.

O suspeito já havia sido preso em 2018 por descumprir uma medida protetiva concedida à vítima. Conforme a investigação, após ser colocado em liberdade, ele voltou a perseguir a mulher. Há algumas semanas, ele teria abordado a vítima em uma avenida do bairro Parque Piauí, também na zona Sul da capital.

A delegada Georgiane Silva, titular da 3ª Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (DEAM) de Teresina, afirmou que o investigado voltou a praticar os mesmos atos após deixar a prisão.

“Ele foi preso anteriormente, durante as investigações, passou um período detido e, ao sair da prisão, voltou a cometer os mesmos atos e as mesmas práticas contra a vítima”, declarou a delegada.

A mulher afirma viver sob constante medo e relata que sua rotina passou a ser marcada por frequentes idas à delegacia. A mãe da vítima também relatou sofrer impactos emocionais devido à situação. Segundo ela, passou a fazer uso de medicação controlada por causa da ansiedade e do medo provocados pelas perseguições denunciadas pela filha.

O crime de stalking, também conhecido como perseguição, passou a integrar o Código Penal Brasileiro em 2021, por meio do artigo 147-A. A prática é caracterizada pela perseguição reiterada que ameaça a integridade física ou psicológica da vítima, invade sua privacidade ou restringe sua liberdade, inclusive no ambiente digital.

A pena prevista para o crime varia de seis meses a dois anos de prisão, além de multa, podendo ser aumentada quando a vítima é mulher, criança, adolescente ou idoso.