DestaquePolicia

Justiça mantém prisão de vereador do Piauí alvo de operação da Polícia Federal

A Justiça do Piauí manteve a prisão do vereador Valdemir Virgínio, preso em flagrante na noite de sábado (3), durante uma operação da Polícia Federal que apreendeu mais de R$ 40 mil em dinheiro, além de material de campanha e uma lista com nomes de eleitores.

O parlamentar foi preso em uma clínica localizada em Teresina, onde, segundo a defesa, estava no estabelecimento de sua esposa. Ao todo, 19 pessoas foram presas durante a ação. A Justiça manteve a prisão de Valdemir Virgínio e de um assessor, enquanto os eleitores envolvidos foram liberados.

Durante a audiência de custódia, a magistrada apontou risco à ordem pública e periculosidade como fundamentos para a manutenção da prisão do vereador.

Abordagem levou policiais até clínica

Segundo as informações da ocorrência, a Polícia Federal chegou até o vereador após abordar dois motociclistas que estavam com dinheiro. Questionados sobre a origem da quantia, eles teriam indicado aos policiais o local onde o dinheiro havia sido recebido.

A equipe policial seguiu até a clínica, onde encontrou Valdemir Virgínio. No local, foram apreendidos mais de R$ 40 mil, material de campanha e uma lista contendo nomes de eleitores.

Defesa afirma que vereador é inocente

O advogado Carlos Douglas, responsável pela defesa do parlamentar, afirmou que vai ingressar com um pedido de habeas corpus para tentar obter a liberdade do vereador.

Segundo o advogado, Valdemir Virgínio nega qualquer envolvimento com irregularidades e afirma ser inocente.

“Não há motivo para mantê-lo preso. Ele estava na clínica de sua esposa. O vereador está tranquilo e vai provar sua inocência”, declarou Carlos Douglas.

A defesa deve utilizar o habeas corpus para questionar a decisão que manteve a prisão preventiva do parlamentar.