Justiça nega novo habeas corpus e mantém Deolane Bezerra presa preventivamente

A influenciadora digital e advogada Deolane Bezerra teve mais um pedido de habeas corpus negado pela 16ª Câmara de Direito Criminal do Tribunal de Justiça de São Paulo. A decisão foi tomada durante julgamento virtual realizado na quarta-feira (24).
Com o novo indeferimento, Deolane acumula quatro pedidos de habeas corpus rejeitados desde sua última prisão. A influenciadora permanece presa preventivamente enquanto responde às investigações em andamento.
O processo corre sob segredo de Justiça, mas, de acordo com informações divulgadas pela CBN, a relatora do caso, a desembargadora Renata Catelli, votou pela manutenção da prisão preventiva. O entendimento foi acompanhado pelos desembargadores Marcos Zilli e Otávio Toledo.
Com a decisão, Deolane continuará detida na Penitenciária Feminina de Tupi Paulista. A prisão preventiva da influenciadora completou um mês no último dia 21.
Em uma das tentativas anteriores de obter a liberdade da cliente, a defesa, liderada pelo advogado Aury Lopes Jr., argumentou que a prisão teria caráter midiático. No entanto, os recursos apresentados até o momento não foram acolhidos pela Justiça.
Deolane se tornou ré por organização criminosa e lavagem de dinheiro
No último dia 16, a Justiça de São Paulo aceitou a denúncia apresentada pelo Ministério Público e tornou Deolane ré pelos crimes de organização criminosa e lavagem de dinheiro. As acusações estariam relacionadas a uma investigação que apura supostas ligações com integrantes do Primeiro Comando da Capital.
A partir do recebimento da denúncia, a influenciadora passou a responder formalmente ao processo criminal, que seguirá com a fase de instrução e produção de provas.
OAB suspende registro profissional
Além da manutenção da prisão preventiva, Deolane também sofreu uma sanção administrativa. Na quarta-feira (24), a Ordem dos Advogados do Brasil anunciou a suspensão de seu registro profissional, impedindo-a de exercer a advocacia.
Segundo a entidade, a medida tem efeito imediato e poderá durar inicialmente 90 dias. O prazo poderá ser prorrogado por até 360 dias, período previsto para a conclusão e julgamento definitivo do processo disciplinar.
Em nota, a OAB informou que os procedimentos tramitam sob sigilo e que não divulgará detalhes adicionais sobre o caso.
