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Justiça prorroga prisão de CEO da DF Group e de mais 10 investigados por suposto golpe milionário no Piauí

A Justiça do Piauí prorrogou, nesta terça-feira (14), a prisão temporária de Douglas Fonseca Araújo, CEO da DF Group, e de outras dez pessoas investigadas por suspeita de envolvimento em um esquema de estelionato qualificado por fraude eletrônica, associação criminosa e lavagem de dinheiro. O grupo foi preso na última sexta-feira (10), durante operação da Secretaria de Segurança Pública do Piauí (SSP-PI), em Teresina.

Permanecem presos:

  • Douglas Fonseca Araújo;
  • Ícaro Teixeira de Sousa;
  • Milena Alves Torres;
  • Viviane Alves da Silva;
  • Eduardo Lima de Sousa;
  • Jaquenilson Alvino de Sousa Abreu;
  • Janda Maira de Sousa Silva;
  • Caio Guilherme Campelo;
  • Caio Fonseca Araújo;
  • Vitória Gabriel Conceição Fonseca Araújo;
  • Lucas Soares Coutinho.

Já o investigado Tharsio Moura Soares de Gusmão continua foragido.

Mais de 100 boletins de ocorrência

Segundo a SSP-PI, a investigação reúne mais de 100 boletins de ocorrência registrados por pessoas que afirmam ter sido vítimas do suposto esquema. De acordo com as denúncias, os investidores eram atraídos pela promessa de uma rentabilidade de 10% sobre o valor aplicado, mas os rendimentos prometidos não eram pagos.

Após a operação policial, novas vítimas passaram a procurar as autoridades para formalizar denúncias, ampliando o número de pessoas que alegam ter sofrido prejuízos financeiros.

Fiéis relatam que confiança religiosa foi usada para atrair investidores

Entre os denunciantes estão fiéis e membros de igrejas da capital. Eles afirmam que decidiram investir após receberem recomendações de pessoas de confiança ligadas ao grupo investigado.

Uma das vítimas relatou que um dos investigados seria pastor e utilizava sua posição para convencer os fiéis de que aquele seria o melhor investimento.

“Tinha que investir nesse conhecimento, entender sobre investimento e que o melhor investimento seria esse. Foi aquela lavagem cerebral. A tropa todinha fez investimento. Alguns já saíram da congregação decepcionados, como eu também saí, diante de todos esses acontecimentos”, declarou uma das vítimas.

Empresa não tinha autorização para operar, diz delegado

O delegado Matheus Zanatta informou que, durante as investigações, a Polícia Civil constatou que a DF Group não possuía autorização da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) para atuar no mercado financeiro.

Conforme a SSP, em aproximadamente dois anos, a empresa movimentou cerca de R$ 100 milhões. A investigação também aponta que Douglas Fonseca utilizava as redes sociais para exibir carros importados, relógios de luxo e viagens internacionais, estratégia que, segundo a polícia, ajudava a transmitir credibilidade e atrair novos investidores para o suposto esquema.

As investigações continuam para identificar outras possíveis vítimas, rastrear os recursos movimentados pelo grupo e localizar o investigado que permanece foragido.