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Mãe de menino esquartejado em Teresina pede que restos mortais do filho sejam encontrados

“Eu quero o resto do corpinho do meu filho, só isso que eu quero.” O desabafo é de Thays Pamela, mãe de Hidhino Davy Gomes Lima, de 12 anos, encontrado esquartejado no dia 17 de outubro, na zona Leste de Teresina. Em meio à dor pela perda do filho, ela afirma que ainda espera encontrar os restos mortais que não foram localizados e cobra respostas sobre o paradeiro das partes desaparecidas.

Segundo informações da investigação, o menino teria desaparecido no dia 13 de outubro, data em que também teria sido assassinado. Dias depois, partes do corpo foram encontradas em diferentes locais da capital. Até o momento, conforme o relato da mãe, os suspeitos não informaram onde estariam os demais restos mortais.

Thays contou que a família enfrenta um período de profundo sofrimento diante da violência cometida contra a criança. A mãe lamentou a crueldade do crime e destacou a dificuldade de lidar com a ausência do filho.

“A perda do meu filho não está nada fácil para nós familiares. Nós todos estamos sentindo muito, muito, ainda mais da forma cruel com que tiraram a vida do meu filho. Não está sendo nada fácil para nós”, afirmou.

Família aguarda exame de DNA

De acordo com Thays Pamela, parte dos restos mortais de Hidhino permanece no Instituto Médico Legal (IML), enquanto a família aguarda o resultado de um exame de DNA necessário para a liberação. Segundo ela, o prazo estimado para a conclusão do procedimento é de 20 dias a um mês.

Enquanto espera, a mãe continua sem informações sobre a localização das outras partes do corpo. O desejo, segundo ela, é conseguir reunir os restos mortais do filho para que a família possa realizar a despedida.

“Deus não me deu ele não foi despedaçado não, como ele está lá naquela geladeira do IML não. Deus me deu ele foi completinho. […] Eu não quero nada deles mais. Não quero, nunca nem quis, aliás. Eu só quero o corpinho do meu filho, o restante, só isso”, declarou.

A mãe também lamentou que o filho, ainda uma criança, tenha sido vítima de tamanha violência e ressaltou que ele não teve a oportunidade de se defender.

“Foi uma crueldade que eles fizeram com meu filho, uma criança, não pode nem se defender, ele não teve nem como se defender”, desabafou.

O caso segue sob investigação das autoridades policiais, que apuram as circunstâncias do crime e buscam esclarecer a participação dos suspeitos, além de localizar os restos mortais que ainda não foram encontrados.