MP denuncia casal acusado de sequestrar e torturar influenciador “Lokinho” em Teresina

O caso envolvendo o influenciador digital Pedro Lopes Lima Neto, conhecido como “Lokinho”, avançou para uma nova fase na Justiça. O Ministério Público do Estado do Piauí apresentou denúncia criminal contra Helson Sousa e Harkellany Rodrigues, acusados de participação no sequestro, tortura e agressões contra a vítima em Teresina.
A denúncia foi protocolada na última segunda-feira (25), após a conclusão das investigações conduzidas pela Polícia Civil. Na terça-feira (26), o processo foi encaminhado à Central de Inquéritos de Teresina, onde o juiz Valdemir Ferreira Santos irá analisar se aceita a acusação formal e transforma o caso em ação penal.
Além do avanço processual, o Tribunal de Justiça do Piauí (TJ-PI) rejeitou o pedido liminar de habeas corpus apresentado pela defesa de Helson Sousa Rodrigues, mantendo a prisão preventiva do investigado.
Situação dos investigados
Os dois acusados seguem submetidos a medidas cautelares diferentes determinadas pela Justiça.
Helson Sousa continua preso preventivamente após ter os pedidos de liberdade negados tanto em primeira quanto em segunda instância. A desembargadora Maria do Rosário de Fátima Martins Leite Dias, relatora do habeas corpus no TJ-PI, entendeu que fatores como residência fixa e primariedade não são suficientes para justificar a soltura diante da gravidade dos fatos e do risco à ordem pública.
Já Harkellany Rodrigues teve a prisão preventiva convertida em domiciliar com uso de tornozeleira eletrônica. A decisão levou em consideração o fato de ela ser mãe de três crianças menores de 12 anos, com idades de 4, 10 e 11 anos, que dependem diretamente de seus cuidados.
TJ apontou risco de fuga
Na decisão assinada em 11 de maio de 2026, a relatora destacou que os mandados de prisão demoraram a ser cumpridos e que os investigados chegaram a figurar como procurados no Banco Nacional de Monitoramento de Prisões.
Segundo o entendimento da magistrada, a tentativa de ocultação reforçou a necessidade da prisão preventiva para assegurar a aplicação da lei penal.
O documento também ressalta a violência empregada durante o crime, incluindo disparos de arma de fogo em local público, agressões com coronhadas, confinamento da vítima em porta-malas e sessões de tortura física e psicológica em uma área de matagal.
Relembre o caso
O crime ocorreu na madrugada do dia 11 de outubro de 2025, em um posto de combustíveis às margens da BR-316, na zona Sul de Teresina.
Conforme o inquérito concluído pelo 23º Distrito Policial em fevereiro de 2026, a motivação teria surgido após uma discussão nas redes sociais envolvendo Harkellany Rodrigues e outra influenciadora digital por causa de um mega hair avaliado em R$ 10 mil.
Imagens de “Lokinho” ao lado da rival de Harkellany após a discussão teriam motivado a ação criminosa.
A Polícia Civil afirma que o influenciador sofreu ameaças de morte, agressões físicas e teve o celular levado para impedir pedidos de socorro. Após as agressões, Lokinho foi abandonado ferido nas proximidades da Casa de Custódia, conseguindo ajuda posteriormente para retornar para casa.
O casal responde pelos crimes de lesão corporal, tortura qualificada mediante sequestro e roubo majorado.
