Mulher denuncia motorista de aplicativo por agressão após corrida em Teresina

Uma nutricionista denunciou ter sido agredida por um motorista de aplicativo após uma discussão durante uma corrida em Teresina. O caso aconteceu na última terça-feira (22), em frente ao Cemitério São José, no bairro Matinha, zona Norte da capital.
Segundo Noemia Barbosa, o desentendimento começou após uma divergência sobre o local onde ela e a mãe, que também estava no veículo, deveriam desembarcar. As duas haviam solicitado a corrida no bairro São Joaquim com destino a uma capela dentro do cemitério, onde acontecia um velório.
De acordo com o relato da nutricionista, o motorista questionou inicialmente se poderia deixá-las em um determinado ponto. Como elas não concordaram, ele teria seguido o trajeto, mas parou posteriormente em uma entrada lateral do cemitério.
“Ele disse: ‘É aqui’, e eu disse que não ia descer, que queria a localização que coloquei no aplicativo. E aí ele começou a dizer que a localização estava apontando ali como ponto de parada”, relatou.
Ainda segundo Noemia, o motorista encerrou a corrida e teria insistido para que as passageiras deixassem o veículo.
Mulher afirma que foi perseguida
A nutricionista contou que, depois de sair do carro e fechar a porta, começou a caminhar, mas teria sido seguida pelo motorista. Segundo ela, o homem passou a tentar agredi-la fisicamente.
“Eu saí e bati a porta do carro de uma vez e já estava dando as costas quando ele me xingou porque eu bati a porta do carro dele. E aí ele já se achou no direito de sair correndo atrás de mim, tentando me bater”, afirmou.
Noemia relatou que a mãe tentou intervir para impedir a agressão. Ainda segundo a vítima, a situação terminou depois que ela e a mãe mencionaram que procurariam a polícia.
“Enquanto ele tentava me bater e minha mãe tentava tirar ele de cima de mim, ela falou assim: ‘Vamos para a delegacia e vamos denunciar ele’. Foi quando ele soltou a gente, saiu correndo e foi embora”, contou.
Caso foi levado à polícia
Após o episódio, Noemia registrou um boletim de ocorrência e realizou exame de corpo de delito. Segundo ela, foi informada de que poderá receber um retorno em até 15 dias.
A Polícia Civil deverá buscar informações junto à plataforma de transporte para identificar o motorista envolvido. Conforme a nutricionista, a empresa teria informado apenas o primeiro nome do condutor, Gilvan.
O caso deverá ser investigado para esclarecer as circunstâncias da suposta agressão.
Nutricionista relata sensação de insegurança
Noemia afirmou que ficou abalada com a situação e questionou os mecanismos de segurança oferecidos pelas plataformas de transporte por aplicativo.
“Eu me senti impotente porque você está em uma corrida que, teoricamente, era para ser segura, porque é dentro de uma plataforma. Os motoristas são teoricamente verificados e aparentemente não são”, declarou.
A nutricionista também destacou a preocupação com a segurança das mulheres durante esse tipo de serviço.
“Por ser mulher, querendo ou não, a gente se torna alvo mais fácil para essas agressões acontecerem”, concluiu.
