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Operação prende quarto integrante de organização criminosa ligada à Rocinha e que atuava no Piauí

A Secretaria de Segurança Pública do Piauí (SSP-PI) prendeu, na manhã desta quinta-feira (2), o quarto suspeito de integrar uma organização criminosa responsável por ordenar crimes no estado a partir do Rio de Janeiro. A captura ocorreu durante a continuidade da operação policial iniciada na última terça-feira (30), que busca desarticular o grupo criminoso com atuação interestadual.

O investigado, identificado pelas iniciais L.C.R., foi localizado no bairro Madureira, na capital fluminense, por equipes da Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA) de Niterói. Segundo as investigações, ele integra o núcleo financeiro da organização e seria responsável por movimentar milhões de reais, além de atuar na ocultação e lavagem de dinheiro oriundo das atividades criminosas.

De acordo com o delegado Charles Pessoa, a prisão representa mais um resultado da integração entre as forças de segurança dos estados. “As organizações criminosas atuam de forma interestadual e, por isso, o enfrentamento precisa ocorrer da mesma maneira. Essa prisão é resultado da integração entre as polícias e do compartilhamento de informações de inteligência, permitindo que as investigações avancem além das fronteiras e alcancem integrantes que desempenham funções estratégicas dentro dessas estruturas criminosas”, destacou.

O delegado Agenor Júnior, responsável pelas investigações, afirmou que a captura enfraquece a estrutura financeira da facção. Segundo ele, o trabalho de inteligência permitiu identificar a atuação do suspeito no gerenciamento dos recursos obtidos por meio das atividades ilícitas, garantindo suporte operacional ao grupo.

A operação é coordenada pela Polícia Civil do Piauí, em conjunto com a Polícia Civil do Rio de Janeiro, e tem como principal objetivo desarticular uma organização criminosa que atuava no município de Pedro II, no Norte do estado. Ao longo da ação, foram cumpridos mandados judiciais no Piauí, Ceará e Rio de Janeiro.

O preso desta quinta-feira é primo de um homem conhecido como “Carioca”, apontado como líder da organização criminosa e preso durante a primeira fase da operação, na última terça-feira.

As investigações tiveram início em 2024 e identificaram uma célula da organização ligada à cúpula instalada na comunidade da Rocinha, no Rio de Janeiro. Em Pedro II, a liderança local era exercida por A.I.N.S., responsável pelo comando do tráfico de drogas na região, tendo D.U.N., conhecido como “Tapioca”, como uma das principais lideranças. Já A.G.G.S., apelidado de “Negão”, natural do Ceará, atuava como executor da facção.

Segundo a Secretaria de Segurança Pública, as fases anteriores da operação já resultaram na elucidação de 13 homicídios atribuídos ao grupo criminoso e no cumprimento de mais de 42 mandados de prisão.

Entre os crimes investigados estão dois casos de “tribunal do crime”: o assassinato da adolescente Giovanna Maria de Oliveira, de 14 anos, e a execução de Danilo Soares, cujo corpo foi encontrado enterrado em uma cova rasa na zona rural de Pedro II. As investigações seguem em andamento para identificar outros envolvidos e desarticular completamente a organização criminosa.