PF investiga ameaças de morte, estupro e ataques racistas contra deputada eleita em MG

A Polícia Federal (PF) abriu uma investigação para apurar ameaças de morte, estupro e ataques de cunho misógino e racista contra a deputada federal eleita Ana Elisa Santos Silva (PT-MG). O caso foi anunciado neste domingo (8) e está sob responsabilidade da delegacia da corporação em Divinópolis, cidade natal da parlamentar, com apoio da Diretoria de Combate a Crimes Cibernéticos (DCIBER-PF).
Em nota, a Polícia Federal informou que as medidas investigativas já foram iniciadas. Entre as ações estão diligências especializadas e pedidos de cooperação policial internacional para identificar os autores das ameaças.
A investigação foi intensificada após a parlamentar, de 21 anos, publicar um vídeo nas redes sociais no sábado (7), no qual leu o conteúdo de um e-mail com ameaças de morte, violência sexual e ataques discriminatórios direcionados a ela.
A publicação foi feita em resposta às críticas que recebeu por contar com escolta policial durante 24 horas desde que foi eleita.
A PF informou que, devido ao sigilo necessário para preservar as investigações, não divulgará detalhes das diligências em andamento. A corporação também destacou que possui experiência na apuração de ameaças feitas pela internet contra autoridades, parlamentares e pessoas com exposição pública.
PF cita operação contra ameaças na internet
No comunicado, a Polícia Federal também mencionou a operação Aggregatio, deflagrada em outubro, que identificou uma pessoa suspeita de praticar ameaças e outras condutas criminosas pela internet contra parlamentares, autoridades e pessoas públicas de diferentes estados.
Segundo a instituição, a investigação demonstrou que ocorrências inicialmente consideradas independentes tinham uma origem comum. A identificação foi possível por meio de técnicas especializadas de investigação digital.
A corporação reforçou que ameaças contra qualquer cidadão devem ser tratadas com seriedade, com avaliação de riscos e adoção das medidas de proteção necessárias pelas autoridades competentes.
A Polícia Federal afirmou ainda que continuará trabalhando em conjunto com órgãos nacionais e parceiros internacionais para identificar e responsabilizar os envolvidos.
