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Sem consenso sobre reajuste salarial, rodoviários suspendem greve temporariamente em Teresina

A tentativa de evitar uma nova paralisação no transporte coletivo de Teresina terminou sem consenso entre empresários e trabalhadores nesta terça-feira (19). Após quase duas horas de audiência no Tribunal Regional do Trabalho da 22ª Região (TRT-22), representantes do Sindicato das Empresas de Transportes Urbanos de Passageiros de Teresina (Setut) e do Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Transportes Rodoviários do Estado do Piauí (Sintetro) deixaram a reunião sem acordo sobre o reajuste salarial da categoria.

A audiência começou às 15h20 e foi conduzida pelo presidente do TRT-22, desembargador Téssio Tôrres, sendo encerrada às 17h10. Diante do impasse, uma nova rodada de negociação foi marcada para esta quarta-feira (20), às 15h, com a participação de representantes da Prefeitura de Teresina.

Durante as discussões, o Sintetro manteve a reivindicação de reajuste salarial de 12%, enquanto o Setut apresentou uma contraproposta de 3%. Com a diferença entre os percentuais, a Justiça do Trabalho sugeriu um índice intermediário de 7%, mas não houve entendimento entre as partes.

Segundo o desembargador Téssio Tôrres, o sindicato patronal alegou depender de subsídio da Prefeitura de Teresina para ampliar a proposta apresentada aos trabalhadores.

“A gente verificou que os percentuais estavam distantes e o sindicato patronal alegou que depende de subsídio repassado pela prefeitura para avançar na proposta dos trabalhadores. Designamos para amanhã uma reunião entre o TRT, Ministério Público do Trabalho e representantes da Secretaria de Finanças e da Strans para saber da possibilidade de o município participar dessa negociação”, afirmou.

Após a audiência, o presidente do Sintetro, Antônio Cardoso, informou que a categoria decidiu suspender temporariamente o movimento grevista em respeito ao pedido do TRT e do Ministério Público do Trabalho.

“Atendendo ao pedido do desembargador presidente do Tribunal Regional do Trabalho e do Ministério Público do Trabalho, a gente vai suspender o movimento previsto e aguardar uma resposta, mas se não tiver consenso e não chegar a entendimento, a gente vai acatar a determinação do trabalhador e continuar com o movimento”, declarou.