PF confirma que não há brasileiros entre crianças resgatadas em operação nos EUA

De acordo com o governo dos Estados Unidos, as crianças foram localizadas em diferentes situações de vulnerabilidade, incluindo casos de abuso, negligência, exploração e contato com atividades criminosas. Entre os registros, estão ocorrências relacionadas ao tráfico de pessoas. Após o resgate, os menores foram encaminhados para serviços de proteção e atendimento especializado.
A operação havia despertado expectativa entre familiares de crianças brasileiras desaparecidas. Entre eles estão os parentes de Ágatha Isabelly, de 6 anos, e Allan Michael, de 4, desaparecidos há mais de oito meses no Maranhão, além da família de Édson Davi, que desapareceu aos 6 anos, em janeiro de 2024, na praia da Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro.
No caso dos irmãos Ágatha e Allan, as crianças saíram para brincar em uma área de mata acompanhadas de um primo. O menino foi localizado dias depois, desorientado. O desaparecimento dos irmãos continua sendo investigado pela Polícia Civil do Maranhão, em um processo que tramita sob segredo de Justiça.
Já o caso de Édson Davi foi tratado como afogamento pela Polícia Civil do Rio de Janeiro. As autoridades analisaram imagens de câmeras de segurança instaladas na orla, mas não encontraram registros que mostrassem o menino deixando a praia.
Crianças serão incluídas na Difusão Amarela
Apesar da confirmação de que os três não estão entre os menores resgatados na operação internacional, a Polícia Federal deverá solicitar, a pedido das famílias, a inclusão dos nomes de Ágatha, Allan e Édson Davi na Difusão Amarela da Interpol.
O mecanismo é utilizado pela organização internacional para ampliar a cooperação entre os países na localização de pessoas desaparecidas.
Para dar andamento ao pedido, os familiares precisam encaminhar a documentação necessária à Polícia Federal. Posteriormente, a solicitação será enviada à Interpol, que analisará as informações e decidirá sobre a publicação do alerta e o compartilhamento dos dados com os países membros da organização.
A medida busca ampliar as possibilidades de localização das três crianças e facilitar a troca de informações entre autoridades de diferentes países.
