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Pai de Tainah critica julgamento após absolvição e condenação por morte da jovem

A decisão do Tribunal do Júri que julgou as acusações relacionadas à morte de Tainah Luz Brasil Rocha, assassinada a facadas em 16 de maio de 2022, provocou indignação na família da vítima. O jornalista Marcelo Rocha, pai da jovem, acompanhou a sessão e lamentou o resultado, que terminou com a absolvição de Fernanda Maria Lobão e a condenação de Geovana Thais Vieira por homicídio culposo.

A sessão durou cerca de 10 horas. Após o julgamento, Marcelo afirmou que esperava uma conclusão mais rápida e criticou a duração dos debates entre acusação e defesa.

“O que a gente vê, de fato, é um trabalho que os advogados fazem. Em sua grande maioria, são showmens. O fórum estava com muitos estudantes, além das famílias das três jovens. O que eu via é que os advogados, muitos deles professores, e os universitários vão lá assistir. E aí é um show”, declarou.

Segundo o jornalista, a demora teria provocado desgaste entre os integrantes do Conselho de Sentença, formado por sete jurados. Para ele, o excesso de tempo dos debates pode comprometer a disposição dos jurados no momento da decisão.

“Eu já estava cansado naquela expectativa de ver o resultado final. Imagino como ficam os sete membros do júri, porque os advogados falam, repetem e falam de novo. Então é uma situação em que o júri fica cansado, louco para sair dali. Quando chega a hora de decidir, realmente o júri já está exausto”, afirmou.

Ministério Público deve recorrer

Marcelo Rocha informou ainda que o Ministério Público do Piauí (MP-PI) deverá recorrer da decisão. Caso o recurso seja apresentado e acolhido, o processo poderá ter novos desdobramentos na Justiça.

Apesar da insatisfação com o resultado, o pai de Tainah afirmou que respeita a decisão tomada pelo Conselho de Sentença. Ele, no entanto, defendeu mudanças na dinâmica dos julgamentos realizados pelo Tribunal do Júri, especialmente em relação à duração dos debates.

A morte de Tainah ocorreu em maio de 2022 e levou Fernanda Maria Lobão e Geovana Thais Vieira ao banco dos réus. Com o julgamento, a Justiça chegou a uma decisão distinta em relação às duas acusadas.