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Bolsa Família terá reajuste de 15,04% e benefício mínimo sobe para R$ 691

As famílias beneficiárias do Bolsa Família passarão a receber um valor maior a partir de outubro. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou nesta quinta-feira (17) o decreto que reajusta os benefícios do programa em 15,04%, elevando o valor mínimo de R$ 600 para R$ 691. Os novos pagamentos estarão disponíveis a partir de 19 de outubro, conforme o calendário do programa.

A correção considera a inflação acumulada pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) entre março de 2023 e agosto de 2026. Segundo o governo federal, esta é a primeira atualização dos valores pela inflação desde a retomada do atual modelo do Bolsa Família, em 2023.

Com o reajuste, o benefício médio estimado também será elevado, passando de R$ 675 para R$ 777. Outros valores pagos pelo programa igualmente serão atualizados:

  • Benefício de Renda de Cidadania: R$ 164 por integrante;
  • Benefício Primeira Infância: R$ 173 por criança;
  • Benefício Variável Familiar: R$ 58 por integrante que se enquadre nos critérios do programa.

Reajuste será financiado com espaço no orçamento

O decreto foi assinado durante uma reunião no Palácio do Planalto. Durante a cerimônia, o secretário-executivo do Ministério do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, explicou que o governo identificou espaço fiscal decorrente da redução da projeção de despesas relacionadas à Previdência Social.

Segundo Moretti, parte dos recursos que seriam utilizados para reduzir a fila do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) poderá ser remanejada para financiar o reajuste do Bolsa Família.

A estimativa do governo é de que a medida tenha impacto de R$ 5,8 bilhões em 2026. Para 2027, a previsão de impacto chega a aproximadamente R$ 22 bilhões.

O decreto estabelece que os novos valores terão efeitos financeiros a partir de 1º de outubro, com os pagamentos reajustados sendo liberados aos beneficiários a partir de 19 de outubro, seguindo o calendário do programa.

Reajuste ocorre antes das eleições

O anúncio aconteceu 17 dias antes do primeiro turno das eleições, marcado para 4 de outubro. O calendário de pagamento do novo valor prevê que os primeiros beneficiários recebam o reajuste em 19 de outubro.

A proximidade entre a medida e o calendário eleitoral foi destacada em reportagens sobre o anúncio. O governo, por sua vez, afirma que a atualização corresponde à recomposição da inflação acumulada no período definido pelo decreto.