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Acusado de liderar esquema de pirâmide financeira de R$ 600 milhões, “Pagode do Chico” se entrega à Polícia Civil

Francisco das Chagas Chaves da Silva, conhecido como “Pagode do Chico”, se apresentou à Polícia Civil do Piauí na manhã desta quarta-feira (22), após permanecer foragido desde a deflagração da Operação Extrema Confiança. Ele é apontado pelas investigações como líder de um esquema de pirâmide financeira envolvendo a empresa Xtreme Trader, que teria causado prejuízo superior a R$ 600 milhões a centenas de investidores.

Ao chegar à unidade policial, Francisco evitou falar com a imprensa. Questionado pelos jornalistas, limitou-se a afirmar que qualquer posicionamento sobre o caso será feito por meio de seus advogados.

A namorada dele, Kayra Cardoso Guimarães, também é investigada por suposta participação no esquema e segue entre os alvos da operação.

De acordo com as investigações, a decisão de Francisco de se entregar ocorreu após a ampla repercussão internacional do caso. O casal passou a ser destaque na imprensa do Paraguai, onde foi citado por veículos de comunicação após suspeitas de que estaria escondido no país.

Na última quinta-feira (16), o jornal Diario Vanguardia, de Ciudad del Este, publicou a manchete: “Pareja de brasileños habría estafado G. 1.000 millones a una empresaria” (“Casal de brasileiros teria aplicado um golpe de G$ 1 bilhão contra uma empresária”).

As investigações apontam que um dos últimos locais frequentados pelo casal foi uma academia em Ciudad del Este. Informações levantadas pelas autoridades indicam ainda que Francisco e Kayra já constavam na lista vermelha da Interpol.

A Operação Extrema Confiança foi deflagrada em 18 de setembro de 2025, com o cumprimento de mandados em Teresina (PI) e Timon (MA). O objetivo é desarticular um suposto esquema de fraude financeira que teria lesado cerca de 400 investidores.

Segundo a Polícia Civil, a empresa Xtreme Trader prometia rendimentos mensais de até 10%, atraindo investidores com promessas de lucro elevado e pagamentos iniciais que transmitiam aparência de credibilidade. Conforme a investigação, o esquema era reforçado pela ostentação de luxo exibida por Francisco nas redes sociais, o que teria contribuído para conquistar a confiança das vítimas.

As investigações seguem em andamento para identificar todos os envolvidos e dimensionar o prejuízo causado pelo suposto esquema criminoso.