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Fundador da DF Trader é preso novamente em operação contra suposta fraude milionária

O fundador da DF Trader, Douglas Fonseca, foi preso novamente nesta terça-feira (22), durante a Operação Paládio, deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO). A investigação apura um suposto esquema envolvendo falsos investimentos financeiros, fraude e lavagem de dinheiro.

A empresa de Douglas se apresentava como uma plataforma de investimentos voltada ao trading esportivo e ao mercado financeiro. O grupo passou a ser investigado por suspeitas de pirâmide financeira e estelionato.

Douglas havia sido colocado em liberdade por decisão judicial em julho deste ano, mas voltou a ser detido durante a operação. Ele acabou sendo liberado posteriormente mediante o pagamento de fiança.

Operação Paládio

Ao todo, a operação cumpriu 18 mandados de busca e apreensão e oito de prisão preventiva em quatro estados. As ações ocorreram em São Paulo, incluindo a capital, Campinas, Paulínia e Hortolândia; Monte Sião (MG); Teresina (PI); além de Cuiabá e Sinop (MT).

Segundo o GAECO, o grupo investigado teria montado uma estrutura para atrair investidores com a oferta de aplicações apresentadas como seguras e de alta rentabilidade. Os investimentos seriam supostamente vinculados a negócios dos setores imobiliário e do agronegócio.

A captação dos clientes ocorria por meio de empresas de intermediação de investimentos. Uma delas funcionava em Campinas, em um edifício empresarial de alto padrão, com estrutura tecnológica e logística utilizada, segundo as investigações, para transmitir uma imagem de credibilidade aos investidores.

As autoridades também investigam indícios de que empresas ligadas ao grupo teriam sido utilizadas para movimentar e ocultar recursos provenientes do tráfico de drogas, supostamente relacionados a integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC).

DF Group já era alvo de investigação em Teresina

A DF Group, ligada a Douglas Fonseca, também é investigada por suspeitas de estelionato qualificado por fraude eletrônica, associação criminosa e lavagem de dinheiro.

A empresa ganhou destaque em Teresina ao oferecer aplicações financeiras com promessa de retorno aos clientes. Em junho, pessoas que afirmaram ter investido na plataforma procuraram as autoridades para denunciar dificuldades em receber os valores aplicados.

Os relatos passaram a integrar as investigações sobre o funcionamento da empresa e as operações financeiras realizadas pelo grupo.