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Justiça da direito à 3ª dose da vacina contra Covid-19 para Idoso, entenda;

O idoso tomou as duas doses da Coronavac e fez um exame que detectou poucos anticorpos. Com isso, conseguiu uma indicação médica para tomar a terceira dose e entrou na Justiça. O caso aconteceu no município de Guaxupé (MG).

A microbiologista Natalia Pasternak explica que somente os testes clínicos feitos com o imunizante indicam a eficácia e proteção dele. “São eles que dizem se aquela vacina consegue nos proteger. Não vai ter nenhum teste individual para ver no meu sangue se estou protegido ou não”, disse. “A gente sabe que as vacinas funcionam porque elas foram testadas e aprovadas pela nossa agência regulatória.”

Fernando Gomes reforçou a explicação de Natalia, esclarecendo que os testes rápidos detectam alguns tipos de anticorpos: os IgM (infecção ativa) e IgG (infecção recente).

“Mas tem também a imunidade celular. [Após a vacinação], as células recebem o benefício de ter memória de modo que, quando se tem contato com agente infeccioso propriamente dito, as células já protegidas e trabalhadas sabendo como combatê-lo”, disse o médico.

“Essa segunda forma [de imunidade], que tem papel importante no combate à qualquer infecção, não pode ser dosada através de um exame de laboratório”, acrescentou Gomes.

O médico disse que, por curiosidade, também fez teste para detecção de anticorpos após ser imunizado com a Coronavac. “Não vieram aumentados nem IgM nem IgG, mas isso não significa que a vacina não funcionou. Sabemos que existe todo um complexo que envolve o sistema imunológico e não se consegue fazer relação tão direta de ‘tomei vacina, produzi anticorpos, portanto, ela funcionou’.”

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